Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em ligeira queda nesta manhã de quarta-feira, a U$ 8,46/maio. As perdas somam 16 cents nas duas primeiras sessões desta semana. Farelo tem sido a perna fraca do complexo.
– Mercado segue preocupado com redução global da demanda, sobretudo por parte da China.
– Alfândega Chinesa informa que março teve o mais baixo volume de importações de soja desde 2015. Esmagamento local caiu 6% frente a março do ano passado. Discute-se a falta de logística para que a matéria prima chegasse ao destino.
– Porém, a demanda chinesa, segue concentrada no Brasil e, neste mês, os portos brasileiros devem bater um novo recorde mensal, com mais de 13,5MT.
– Incertezas sobre os desdobramentos do coronavírus continua dominando o rumo dos mercados. FMI prevê queda superior a 3% no PIB mundial neste ano; Brasil pode recuar 5,3%.
– Nos EUA, várias plantas processadoras de carnes estão paralisadas; soma-se a isto, a redução da produção de etanol (combustíveis fósseis e concorrentes estão mais vantajosos).
– Menor demanda por milho pode direcionar produtor dos EUA a semear mais soja. Plantio do milho já chega a 3%, conforme dados do USDA desta segunda-feira.
– Na Argentina exportações seguem lentas – redução por causa das medidas no combate do coronavírus e disputa entre governo e produtores sobre tributos.
– Comercialização no Brasil segue acelerada – chega a 73,9%, ante 48,3% do mesmo período do ano passado e 51,4% de média histórica – informa Safras & Mercado.
– Colheita alcança 87,6%, ante 85,3% de média histórica e 89,1% do mesmo intervalo do ano passado – S&M.
– Dólar é a variável de sustentação, levando os preços internos a recordes nominais – tornando o produto brasileiro altamente competitivo. Prêmios entre 55 / 65.
– Oeste do PR, indicações preliminares na faixa de R$ 94,50/95,50 – variando conforme local e prazos.

MILHO – CBOT opera no campo negativo nesta manhã de quarta-feira, a U$ 3,24/maio. BMF trabalha em baixa de quase 2,0%, cotada a R$46,00/maio.
– Mercado internacional em baixa devido a preocupações com queda na demanda pelo cereal, juntamente com a queda do petróleo.
– Mercado interno segue travado. Mas ofertas aparecendo em mais volume; porém, interesse de compra é limitado.
– Foco está na safrinha. Chuvas dos últimos dias foram muito benéficas.
– Deral, safrinha no Paraná: 79% encontram-se em boas condições de desenvolvimento, 18% em condições médias e o restante, 3%, em estado ruim.
– No Paraná a área é de 2,18MH, 2% menor em relação ao ano anterior. A produção é estimada em 12MT, 10% menor na comparação com a safrinha do ano passado (13,3MT).
– Indicação de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 46,50/47,50 – dependendo de prazos e de localização.
CAMBIO – Opera em forte alta, neste momento em R$ 5,26. Ontem fechou em R$ 5,189. (Granoeste – Camilo / Stephan).