Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em alta de 8 cents no intervalo desta manhã de segunda-feira, a U$ 13,75/setembro. Na sexta-feira houve ganhos superiores a 20 cents. Na última semana o mercado subiu 2%. Apesar da volatilidade, típica de “mercado climático”, desde o início de julho, quando do feriado da Independência, os preços estão muito semelhantes; neste comparativo cederam cerca de 2,5%.
– O mercado segue digerindo os números do último relatório de oferta e demanda, que indicou corte de 1,8MT na produção dos EUA, para 118,1MT. Além disto, o clima se mantém com importância vital por ainda pelo menos 30 dias, sobretudo porque persistem sérias irregularidades em três estados da porção norte: Minessota e Dakota do Norte e do Sul. Merece atenção também o comportamento do clima em estados centrais, como Iowa e Illinois, nesta reta final de evolução da safra.
– O mercado dará atenção redobrada ao Crop Tour, que começa amanhã e irá percorrer sete estados do Meio Oeste, fazendo levantamento das lavouras, como contagem e medição de vagens e espigas, aspecto e qualidade dos stands. O tour irá percorrer por duas frentes: a leste e a oeste. No final de semana irão se encontrar, fazer a compilação e análise dos dados e divulgar uma estimativa de colheita para soja e milho.
– Ritmo de negócios segue lento no âmbito doméstico; porém os preços vêm se apresentando mais firmes em linha com os ganhos na CBOT e no câmbio. Algumas regiões apresentam preços acima da paridade internacional em razão do aumento da demanda para consumo interno e local. Prêmios nos portos entre 145/155 sobre a CBOT.
– Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 169,50/171,00 e em Paranaguá, na faixa de R$ 175,00/176,00 por saca – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – A Bolsa de Chicago se apresenta estável nesta manhã de segunda-feira, cotada a U$ 5,68/setembro, no intervalo da sessão. Na sexta-feira fechou praticamente zerada nos principais vencimentos, quando boa parte da sessão registrou bons ganhos, mas, no final, foi pressionada por vendas técnicas por parte de fundos. Na última semana, os ganhos chegaram a 3%; porém, desde o início de julho, as perdas alcançam 5%.
– Esta semana será marcada pelo Crop Tour, que irá percorrer os principais estados de cultivo. O mercado irá monitorar de perto este evento da ProFarmer, uma vez que informações relevantes sobre as condições das lavouras e, sobretudo, em relação à formação de vagens, espigas e grãos, serão angariadas e divulgadas para o mercado, podendo alterar o rumo dos preços.
– As previsões indicam que serão desembarcados nos portos brasileiros cerca de 215 mil tons de milho neste mês de agosto, fruto de importações.
– Segundo o IMEA, a colheita de milho no MT atingiu 98,88% até a última sexta-feira, ante 93,47% da semana anterior e 99,8% da mesma época na temporada passada.
– O mercado doméstico apresenta preços mais acomodados e até pressionados, nestes dias. Com o avanço da colheita, melhora o volume de oferta num cenário de preços ainda atrativo para o produtor. Por outro lado, a pressão sobre os preços é limitada e momentânea, uma vez que as perdas são generalizadas e profundas. Além do drástico corte na produção, os estados mais ao sul da região produtora de safrinha sofrem com a colheita de grãos de baixa qualidade, notadamente das lavouras semeadas mais tardiamente.
– Em razão da acentuada queda na produção, contrariamente a anos anteriores, os preços domésticos tendem a ser balizados pela paridade de IMPORTAÇÃO e não pela paridade de EXPORTAÇÃO. Indicações de compra nesta manhã são sugeridas em algo como R$ 100,00/102,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 81,00/82,00.

CÂMBIO – Opera em alta nesta manhã, a R$ 5,27; na sexta-feira fechou em R$ 5,246 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan)