Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo desta manhã de quinta-feira, com queda de 17 cents, a U$ 13,41/setembro. Ontem houve perdas entre 8 e 10 cents nos principais vencimentos. As previsões indicam o retorno de chuvas para importantes áreas de cultivo dos EUA, afetadas por clima quente e seco.
– Apesar da ocorrência de novas vendas (com anúncios quase que diários), o mercado ainda observa com atenção a demanda chinesa. Além disto, também chama a atenção os baixos volumes semanais de embarques nesta reta final da temporada norte-americana e o o impacto negativo causado pela flexibilização do uso de biocombustíveis.
– O Crop Tour pelos campos do Meio Oeste segue averiguando a qualidade das lavouras. Em Illinois, a exemplo de Ohio e Indiana, a contagem de vagens está acima da média das últimas três temporadas. Por outro lado, como era de se esperar, em razão da falta de chuvas, a situação está bastante complicada nas duas Dakotas e em Minessota.
– Com a visível melhora das indicações de compras, notadamente por causa da expressiva alta do câmbio, a comercialização tende a ganhar melhor ritmo. Em contrapartida, CBOT pressionada e prêmios mais fracos limitam os ganhos. Algumas regiões têm oportunidades de negócios com preços se distanciando da paridade internacional em razão da intensificação da demanda local. Prêmios nos portos são indicados entre 145/160 sobre a CBOT.
– Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 172,00/174,00 e em Paranaguá, na faixa de R$ 176,00/178,00 por saca – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã com perdas de 5 a 7 cents, cotada a U$ 5,57/setembro. Ontem, houve alta de 1 a 3 cents nos principais vencimentos. Mercado trabalha no campo negativo diante de previsões de chuvas benéficas em boa parte da região produtora dos EUA.
– Levantamento do Crop Tour, que percorre os principais estados agrícolas, indica que Ilinois e Iowa, localizados na porção central do país, terão produtividade acima da média dos últimos 3 anos e também do ano passado. Contudo, algumas parcelas apresentam falta de umidade.
– Segundo dados da AIE (Administração de Informação de Energia), a produção de etanol de milho nos EUA caiu 2,6% na última semana, indo de 986 mil barris/dia para 973 mil barris/dia. Contudo, os estoques de etanol sofreram certa redução, caindo de 22,276 milhões de barris para 21,558 milhões de barris.
Internamente, o governo federal informou que pretende, até o próximo dia 30, anunciar a isenção da cobrança de PIS/Cofins sobre as importações de milho de qualquer origem. Com essa medida, grãos oriundos de outros países ficarão muito mais viáveis de serem importados.
– O mercado doméstico se apresenta com preços mais acomodados nos últimos dias. Com o avanço da colheita, melhora o volume de oferta num cenário de preços ainda atrativo para o produtor. Por outro lado, a pressão sobre os preços é limitada e momentânea, uma vez que as perdas são generalizadas e profundas. Além do drástico corte na produção, os estados mais ao sul da região produtora de safrinha sofrem com a colheita de grãos de baixa qualidade, notadamente das lavouras semeadas mais tardiamente.
– Em razão da acentuada queda na produção, os preços domésticos tendem a ser balizados pela paridade de IMPORTAÇÃO e não pela paridade de EXPORTAÇÃO, como em anos anteriores. Indicações de compra nesta manhã são sugeridas em algo como R$ 100,00/102,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 83,00/85,00.

CÂMBIO – Opera em alta nesta manhã, a R$ 5,43; ontem fechou em R$ 5,379 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).