Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo desta manhã de segunda-feira com alta de 13 cents, cotada a U$ 13,07/setembro.
– Na sexta-feira houve perdas próximas de 30 cents nos principais vencimentos e, na semana passada, a queda chegou a quase 6%, diante de uma série de fatores negativos: incertezas sobre a retomada da economia mundial, dúvidas sobre a demanda, perspectiva de redução da produção de biodiesel; melhores perspectivas para a colheita dos EUA conforme avaliação da equipe do Crop Tour e chuvas em diversas regiões de cultivo.
– Terminado o Crop Tour, a ProFarmer divulgou, no fim da tarde de sexta-feira, a estimativa para a produção de soja dos EUA em 120,7MT, com produtividade 57,4 scs/ha. Esta projeção fica acima dos últimos números do USDA que, no relatório do início de agosto, previa a colheita em 118,1MT, com produtividade de 56,04 scs/ha.
– No mercado interno, o volume de negócios segue relativamente limitado; porém, na semana passada, a alta do câmbio, ao superar as perdas apuradas na bolsa norte-americana, acabou atraindo a atenção dos produtores e gerando certo dinamismo aos negócios. Muitas regiões têm indicações de compra acima da paridade internacional em razão da forte demanda por parte de esmagadoras locais. Prêmios nos portos brasileiros estão mais firmes, cotados entre 160/180 cents acima da CBOT.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 169,00/170,00 e em Paranaguá, entre R$ 172,00/173,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã de segunda-feira com ganhos de 1 a 2 cents, cotada a U$ 5,40/setembro. Na sexta-feira, houve queda 11 a 13 cents nos principais vencimentos; na semana, as perdas ficaram próximas de 5%.
– Mercado busca reação frente às perdas da semana passada; porém, de maneira geral, os preços seguem pressionados em razão de chuvas benéficas em extensas áreas de cultivo dos EUA, que atingiram, inclusive, parte das Dakotas.
– A ProFarmer, ao final do tour por sete estados, realizado na semana passada, indicou que a produção de milho dos EUA vai ficar bem acima daquela projetada pelo USDA. De acordo com a consultoria, a colheita deverá ficar em 383,9MT, com produtividade de 185,2 scs/ha. No início de agosto, o USDA projetava a produção em 374,7MT, com produtividade de 182,7 scs/ha.
– Segundo IMEA, a colheita de milho no MT está praticamente finalizada, com 99,7% até a última sexta-feira. Na mesma semana no ano anterior o percentual colhido era de 100%.
– O mercado doméstico segue com preços mais acomodados, inclusive nesta abertura de semana. Com o avanço da colheita, melhora o volume de oferta. Por outro lado, a pressão sobre os preços é limitada pelas perdas generalizadas e profundas. Além do drástico corte na produção, os estados mais ao sul da região produtora de safrinha sofrem com a colheita de grãos de baixa qualidade, notadamente das lavouras semeadas mais tardiamente.
– Os preços domésticos tendem a ser balizados pela paridade de IMPORTAÇÃO e não pela paridade de EXPORTAÇÃO, como em anos anteriores. Indicações de compra nesta manhã são sugeridas em algo como R$ 98,00/100,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 81,00/83,00.

CÂMBIO – Opera em baixa nesta manhã, a R$ 5,37; na sexta-feira, fechou em R$ 5,385 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).