Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo desta manhã de segunda-feira praticamente estável, cotada a 13,23/novembro. Entre altos e baixos, a semana passada terminou com ganhos de 2,5%.
– As atenções seguem voltadas para a reta final de evolução da safra dos EUA. Logo mais, no fim da tarde, o USDA irá divulgar uma nova atualização sobre as condições e o estágio das lavouras. Chuvas muito benéficas ocorreram em extensas regiões de cultivo; porém, muitas áreas com estiagem avançada, notadamente nas Planícies do Norte, seguem sem precipitações. No Sul, se movendo a leste, o furacão Ida leva fortes chuvas, ventos e tempestades, causando destruição em muitos pontos.
– Logo mais, o USDA irá divulgar as inspeções de embarque da última semana. O mercado está atento nestas atualizações, uma vez que os embarques têm sido muito lentos nas últimas semanas e tendem a não atingir a meta de exportações previstas pelo USDA para a temporada 2020/21, que termina neste dia 31 de agosto. Exportações abaixo da previsão implicam em aumento dos estoques finais. Portanto, atenção para os dados finais da temporada.
– No mercado interno, a semana começa com produtores retraídos, pouco motivados em participar com vendas nos atuais patamares de preço. A queda do câmbio nas últimas sessões limita a formação do preço interno; paralelamente, CBOT e prêmios se mantêm em relativa estabilidade.
– Em razão da necessidade local e do baixo volume de ofertas, muitas regiões apresentam preços acima da paridade internacional. Prêmios nos portos brasileiros são cotados entre 165/175 cents acima da CBOT.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 166,00/168,00 e em Paranaguá, entre R$ 171,00/173,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã de segunda-feira com perdas de 2 cents, cotada a U$ 5,51/dezembro. Na sexta-feira, houve ganhos de 3 cents e, na semana passada, alta de 3%.
– Segundo a consultoria STONEX, a produção brasileira de milho safrinha ficará em 59,6MT, quase 30% de quebra em relação às 82,0MT que a própria consultoria previa inicialmente. Há, também, a expectativa de que este volume possa baixar ainda mais após o término da colheita no Paraná, que é o segundo estado produtor de milho safrinha. As produtividades no estado variam com perdas entre 40% e 60% em algumas regiões, e entre 70% e 90% em outras.
– De acordo com a SECEX, desde janeiro o Brasil importou 1,16MT de milho; este número deve aumentar até o final do ano, podendo chegar a 3,0MT. Devido aos sérios problemas climáticos e, consequentemente, aos estoques apertados, provavelmente o país continuará a importar milho até julho do próximo ano, quando a safrinha da próxima temporada começará a ser colhida. Em contrapartida, são esperadas exportações menores nesta temporada. Em 2020, o Brasil exportou 35,0MT; para a atual estação, estimam-se embarques para o exterior de algo como 15,0MT.
– De acordo com o IMEA, a colheita de milho safrinha no Mato Grosso foi encerrada na última semana. O mesmo acontecia na mesma época do ano passado.
– O mercado doméstico segue com preços mais acomodados, e até pressionados em algumas regiões. Avanço da colheita, recepção de contratos antecipados, operações de washout, alguns volumes chegando do exterior e certa contenção dos preços internacionais promovem melhora no ambiente ofertador e impõem limites para os preços. Por outro lado, a pressão sobre as cotações é limitada pelas perdas generalizadas e profundas da safra brasileira.
– Dada a limitação da oferta doméstica, os preços internos tendem a ser balizados pela paridade de IMPORTAÇÃO e não pela paridade de EXPORTAÇÃO, como seria normal. Indicações de compra são sugeridas em algo como R$ 95,00/96,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 81,00/83,00.
CÂMBIO – Opera em leve alta nesta manhã, a R$ 5,21; na sexta-feira, fechou em R$ 5,197 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).