Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo desta manhã de terça-feira com queda de 4 cents, cotada a 12,99/novembro. Ontem houve perdas entre 15 e 20 cents nos principais vencimentos. Recentes chuvas em extensas áreas do Meio Oeste e certa lentidão das vendas e dos embarques norte-americanos deixam o mercado mais largado.
– No fim da tarde de ontem, o USDA informou que 56% das áreas de soja se encontram em boas/excelentes condições, em linha com o esperado e mesmo índice da semana passada. Na mesma semana de 2020, o percentual era de 66%. Os três estados mais ao norte, Minessota, Dakota do Norte e Dakota do Sul seguem muito prejudicados pela estiagem (embora chuvas recentes estancaram as perdas), com índices de bom/excelente entre 15% e 30%.
– Quanto ao estágio, 93% das lavouras entraram na fase de formação de vagens, ante 95% de um ano atrás e 92% de média. Nove por cento das áreas estão na fase de maturação, ante 7% de um ano atrás e mesmo índice de média histórica.
– Além da evolução final da safra norte-americana, o mercado ficará atento quanto aos embarques dos EUA neste fechamento de temporada. Isto vai dizer muito sobre o ritmo da demanda e sobre os estoques de passagem dos EUA. É bom lembrar que hoje se encerra a temporada 2020/21.
– Internamente, o volume de negócios segue comedido, com produtores pouco motivados em participar com vendas nos atuais patamares de preço. A queda do câmbio e da CBOT limita a formação do preço interno. Porém, em muitas regiões os preços começam a se descolar da paridade internacional, promovendo preços mais atrativos. Prêmios nos portos brasileiros são cotados entre 165/175 cents acima da CBOT.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 164,00/166,00 e em Paranaguá, entre R$ 168,00/169,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã de terça-feira com perdas de 5 cents, cotada a U$ 5,38/dezembro. Ontem, houve queda de 8 a 11 cents nos principais vencimentos. Mercado trabalha com viés de baixa, baseado nas condições das lavouras norte-americanas, na fraca demanda e nas boas chuvas que vêm caindo nestes dias em muitas regiões de cultivo dos EUA.
– O USDA informou que as condições das lavouras de milho, divulgadas no fim da tarde de ontem, se mantêm inalteradas em relação à semana anterior, com 60% consideradas boas/excelentes, 26% regulares e 14% ruins/muito ruins. Em semana equivalente no ano passado, os índices eram respectivamente 62%, 24% e 14%.
– Quanto ao estágio, 91% estão em espigamento; 59%, em formação dos grãos e 9%, em maturação. Na mesma época do ano passado, os índices eram, respectivamente, 93%, 60% e 11%.
– A colheita da segunda safra de milho no Brasil atinge 87,7% no Centro-Sul, ante 93,6% da mesma época do ano passado; a média histórica é de 95,9%, informa a agência Safras & Mercado. No Mato Grosso os trabalhos já foram finalizados; em Goiás, 88,8%; no Mato Grosso do Sul, 84,5%; em Minas Gerais, 71,4% e no Paraná, 66,4%.
– O mercado doméstico segue com preços mais acomodados, e até pressionados em algumas regiões. Avanço da colheita, recepção de contratos antecipados, operações de washout, alguns volumes chegando do exterior e certa contenção dos preços internacionais promovem melhora no ambiente ofertador e impõem limites para os preços. Por outro lado, a pressão sobre as cotações é limitada pelas perdas generalizadas e profundas da safra brasileira e pela dependência de importações.
– Indicações de compra são sugeridas em algo como R$ 96,00/97,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 81,00/83,00.
CÂMBIO – Opera em leve queda nesta manhã, a R$ 5,17; ontem, fechou em R$ 5,189 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).