Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo desta manhã de quarta-feira com novas perdas, de 5 cents, cotada a U$ 12,87/novembro. Ontem, os principais vencimentos registram queda entre 9 e 10 cents.
– Estragos em terminas no Golfo do México, causados pela tempestade IDA, chuvas em extensas áreas do Meio Oeste e estabilidade nas condições das lavouras são fatores que vêm pressionando os preços nas últimas sessões.
– Os embarques norte-americanos, que já vinham bastante lentos, devem ficar ainda mais atrasados com os transtornos logísticos em vários terminais na região do delta do Rio Mississipi. A nova temporada, 2021/22, que começa hoje, tende a ter estoques iniciais menos apertados. É o que veremos nos ajustes de passagem de estação e, sobretudo, nos relatórios de oferta e demanda de setembro e outubro.
– Internamente, o volume de negócios segue comedido. Porém, é cada vez mais frequente a presença de indústrias na ponta compradora, o que tem resultado em preços regionalizados e acima da paridade internacional. A retenção promovida pelos produtores contribui para este cenário.
– Prêmios nos portos brasileiros são cotados entre 170/190 cents acima da CBOT. Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 163,00/164,00; porém, indústrias podem indicar entre R$ 166,00/167,00. Em Ponta Grossa, chance entre R$ 168,00/169,00. Em Paranaguá, entre R$ 167,00/168,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã de quarta-feira com perdas de 5 cents, cotada a U$ 5,29/dezembro. Ontem, houve queda de 7 a 8 cents nos principais vencimentos. Mercado segue pressionado pelo clima favorável às lavouras nesta reta final de evolução da safra norte-americana, além de estragos causados pelo furacão IDA em terminais de exportação em Louisiana, atrasando embarques do grão.
– A CONAB divulgou a sua projeção para a safra de milho brasileira na temporada 2021/22, em 115,9MT. Este volume representa um aumento de 29,3MT ou 34% em relação à safra atual. A CONAB projeta a colheita desta temporada, verão e inverno, em 86,6MT, bem acima da maioria das consultorias privadas. É esperado um aumento na área de plantio de 3,9%, para 20,6 milhões de hectares.
– Segundo o DERAL, a colheita de milho no Paraná atinge 82%, aumento de 18 pontos percentuais em relação à semana anterior e 15 pontos acima da mesma época no ano passado. Na medida que os trabalhos avançam para a finalização, a qualidade dos grãos vai piorando em razão da gravidade das perdas por seca e geadas.
– O plantio da primeira safra de milho 2021/22 no Paraná já chega a 3%, informa o DERAL. As lavouras estão 100% em boas condições, se dividindo entre as fases de germinação, 96% e crescimento vegetativo, 4%. Em equivalente período no ano passado, 1% da área havia sido cultivada.
– O mercado doméstico segue com preços mais acomodados, e até pressionados em algumas regiões. Avanço da colheita, recepção de contratos antecipados, operações de washout, alguns volumes chegando do exterior e certa contenção dos preços internacionais promovem melhora no ambiente ofertador e impõem limites para os preços. Por outro lado, a pressão sobre as cotações é limitada pelas perdas generalizadas e profundas da safra brasileira e pela dependência de importações.
– Indicações de compra são sugeridas em algo como R$ 95,00/96,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 81,00/83,00.
CÂMBIO – Opera em leve queda nesta manhã, a R$ 5,16; ontem, fechou em R$ 5,172 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).