Comentário de Mercado

SOJA – Depois de cinco sessões em queda, a CBOT chega ao intervalo desta quinta-feira com alta de 2 cents, a U$ 12,80/novembro. Ontem as perdas ficaram entre 10 e 14 cents nos principais vencimentos.
– Apesar de certa quebra na produção dos EUA, o mercado se retrai em razão da lentidão dos embarques norte-americanos, agravados pela destruição de terminais no Golfo do México com a passagem do furacão IDA; pesa também a redução do uso de biocombustíveis e a menor presença da China na ponta compradora. Além disto, nos últimos dias, extensas áreas do Meio Oeste receberam chuvas muito benéficas nesta fase final de evolução das lavouras.
– As exportações brasileiras de soja somaram 6,5MT durante agosto, informa a SECEX, ante 6,2MT do mesmo mês de 2020. No acumulado, o volume exportado nesta temporada alcança 77,5MT, ante 76,8MT do mesmo intervalo do ano passado.
– Internamente, o volume de negócios segue comedido. Porém, é cada vez mais frequente a presença de indústrias, o que tem resultado em preços regionalizados, acima da paridade internacional. A retenção promovida pelos produtores contribui para este cenário.
– Prêmios nos portos brasileiros são cotados entre 180/200 cents acima da CBOT. Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 163,00/164,00; porém, indústrias podem indicar algo como R$ 164,00/165,00. Em Ponta Grossa, chance entre R$ 165,00/166,00. Em Paranaguá, entre R$ 167,50/169,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã de quarta-feira com leves perdas, cotada a U$ 5,22/dezembro. Ontem, houve queda de 11 cents nos principais vencimentos. Mercado segue com tom pessimista devido a boas chuvas nos EUA; pesa também os estragos causados pelo furacão Ida em terminais portuários, bem como a queda na produção de etanol.
– De acordo com a agência Reuters, o USDA irá revisar a área plantada de soja e milho, bem como a extensão a ser colhida, no relatório mensal de oferta e demanda (WASDE) que será divulgado neste dia 10. Neste ano, setembro marca o primeiro levantamento de campo. Geralmente, estes ajustes são feitos no relatório de outubro, mas com pesquisas mais adiantadas, o USDA promete antecipar tais correções.
– As exportações brasileiras de milho somaram 4,35MT em agosto, ante 6,49MT do mesmo mês do ano passado, informa a SECEX. Na temporada, o volume exportado chega a 7,69MT, contra 11,86MT do mesmo intervalo do ano anterior.
– O mercado doméstico segue com preços acomodados e poucas indicações de compra. Avanço da colheita, recepção de contratos antecipados, operações de washout, alguns volumes chegando do exterior e certa contenção dos preços internacionais promovem melhora no ambiente ofertador e impõem limites para os preços. Por outro lado, a pressão sobre as cotações tende a ser limitada pelas perdas generalizadas e profundas da safra brasileira e pela dependência de importações.
– Vagas indicações de compra são sugeridas em algo como R$ 95,00/96,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 78,00/80,00.
CÂMBIO – Opera estável neste momento, a R$ 5,18; ontem, fechou em R$ 5,182 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).