Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo desta manhã de quinta-feira com perdas de 8 cents, cotada a U$ 12,72/novembro. Ontem houve ganhos de 2 cents nos vencimentos próximos. O mercado segue monitorando a evolução final das lavouras norte-americanas, bem como se mantém na expectativa para o início da colheita.
– O mercado também se posiciona para o relatório de oferta e demanda de setembro, que será apresentado pelo USDA nesta sexta-feira. Analistas ouvidos por agências internacionais apostam em certo aumento da colheita para algo como 118,7MT, ante 118,1MT de agosto e 112,6MT do ano passado. Em sintonia, os estoques tendem a ficar ligeiramente mais elevados.
– A CONAB acaba de divulgar o relatório mensal referente a setembro, estimando a safra 2020/21 em 135,91MT, aumento de 8,9% sobre a safra do ano anterior, que teve colheita de 124,8MT. No mês passado a avaliação era de 135,98MT. A área semeada chegou a 38,53MH, aumento de 4,2% no comparativo com o ciclo anterior. O rendimento por hectare foi estimado em 58,8 sacas.
– No mercado doméstico, as indicações de preço foram impulsionadas pela expressiva alta da taxa de câmbio, que avançou cerca de 3% na jornada anterior. Mesmo assim, o volume de negócios segue restrito. Muitos produtores apostam no período de entressafra e preços acima da paridade internacional. Em algumas regiões já é percebido este movimento de descolamento das cotações.
– Prêmios nos portos brasileiros são cotados entre 210/230 cents acima da CBOT. Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 169,00/170,00; em Paranaguá, entre R$ 174,00/175,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã de quinta-feira com perdas de 4 cents, cotada a U$ 5,06/dezembro. Ontem, o fechamento ficou praticamente estável.
– Para o relatório de oferta e demanda do USDA (WASDE), a expectativa é de aumento na produtividade e, consequentemente, na produção norte-americana de milho. A melhora do clima nas últimas semanas ajudou na evolução final das lavouras. O rendimento é esperado em 183,5 SC/HA, contra 182,7 SC/HA do report de agosto e 179,9 SC/HA do ano passado. A produção é esperada em 378,4MT, ante 374,7MT do mês de agosto e 360,2MT do ano anterior.
– Os estoques dos EUA também são esperados em alta na temporada 2021/22, projetados em 33,8MT, ante 31,6MT do relatório de agosto e 28,4MT do final do ciclo passado.
– A CONAB, em seu novo levantamento mensal, divulgado há pouco, estima a produção brasileira de milho em 85,74MT, ante 86,65MT previstos no mês de agosto e 102,58MT da temporada anterior. Para a safrinha, a nova projeção é de 59,47MT, abaixo das 60,32MT previstas em agosto e também da safrinha do ano passado, que ficou em 75,05MT.
– No mercado interno, esta semana, mais curta, tende a manter acomodadas as indicações de compra, em sequência do que vinha acontecendo nos últimos 15 dias. Segue pesando na formação do preço, o avanço da colheita, a recepção de contratos antecipados, as operações de washout, alguns volumes chegando do exterior e certa contenção dos preços internacionais. Por outro lado, a pressão sobre as cotações tende a ser limitada pelas perdas generalizadas e profundas da safra brasileira e pela dependência de importações, que já ultrapassam 1,3MT.
– Vagas indicações de compra são sugeridas em algo como R$ 93,00/94,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 77,00/80,00.
CÂMBIO – Depois de expressiva alta de quase 3%, o câmbio opera em leve recuo neste momento, a R$ 5,31. Ontem fechou em R$ 5,325 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).