Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo na manhã desta terça-feira, com alta de 9 cents, a U$ 12,93/novembro. Apesar de certo aumento da produção dos EUA, o mercado vê sinais mais claros de retomada da demanda, notadamente por parte da China. Fundos e investidores trabalham para recompor suas carteiras, depois de um longo período de preços sob pressão.
– No levantamento divulgado no fim da tarde desta segunda-feira, o USDA manteve os mesmos teores de qualidade das lavouras em relação à semana passada, com 57% das áreas consideradas boas/excelentes. Na mesma época do ano passado, o índice era de 63%.
– Em relação ao estágio, 38% entraram em maturação, ante 35% de um ano atrás e 29% de média histórica. Os trabalhos de colheita devem ganhar ritmo nos próximos dias; algumas áreas mais ao Sul já estão sendo colhidas.
– As exportações de soja brasileira somam até aqui, em setembro, 1,96MT, informa a SECEX. Na estação, iniciada em fevereiro, o volume despachado chega a 79,5MT, ante 78,6MT do mesmo intervalo do ciclo anterior.
– No mercado doméstico, as indicações de compra se mantêm relativamente firmes. Certo suporte da bolsa norte-americana, combinado com prêmios firmes promovem sustentação. O volume de negócios, porém, segue restrito. Muitos produtores apostam no período de entressafra e em preços acima da paridade internacional. Em algumas regiões já é percebido este movimento de descolamento das cotações.
– Prêmios nos portos brasileiros são cotados entre 215/235 cents acima da CBOT. Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 169,00/170,00; em Paranaguá, entre R$ 173,00/174,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã de terça-feira com ganhos de 4 cents, cotada a U$ 5,17/dezembro. Ontem, houve perdas entre 4 a 6 pontos nos principais vencimentos. Mercado opera no campo positivo sustentado por certa piora nas condições das lavouras dos EUA e pela retomada da demanda pelo produto norte-americano.
– Segundo o USDA, em relação à semana anterior, houve queda de um ponto percentual na qualidade das lavouras de milho. Os índices são: 58% bom/excelente, 27% regular e 15% ruim/muito ruim. Na mesma semana do ano passado, os percentuais eram, respectivamente, 60%, 25% e 15%.
– Em relação ao estágio, 4% das lavouras norte-americanas já foram colhidas, ante 5% da mesma data do ano passado e 5% de média histórica. Oitenta e sete por cento está em formação de grãos, ante 88% da mesma semana do ano anterior; 37% entraram em maturação, contra 39% da mesma época da safra prévia.
– As exportações de milho brasileiro vão perdendo ritmo, mas ainda perfazem bons volumes, num ano de grandes perdas de produção e somam, até aqui, em setembro, 1,26MT, informa a SECEX. Na estação, iniciada em fevereiro, o volume embarcado chega a 8,95MT, ante 14,5MT do mesmo intervalo do ciclo anterior.
– De acordo com o IMEA, a comercialização de milho do MT chega a 86,7%, ante 92,9% da mesma data no ano passado. O instituto estima que 30,9% da safra 2021/22 já tenha sido comercializada, um ritmo bem mais lendo quando comparado com 50,9% de época similar na temporada anterior.
– No mercado interno, as indicações de compra se mantêm comedidas; mas, tudo indica que as variáveis que vinham pressionando os preços foram assimiladas e, com isto, parece que o mercado encontrou um piso para este momento. Recepção de contratos antecipados, operações de washout, alguns volumes chegando do exterior e certa contenção dos preços internacionais ainda exercem peso na formação do preço. Uma vez acomodada a colheita e entregue os contratos negociados antecipadamente, muitos produtores se mostram com tempo para aguardar por preços mais atrativos no decorrer. Num ano em que há dependência de importações, é bom ficar atento nos preços internacionais e no câmbio.
– Indicações de compra são sugeridas em algo como R$ 93,00/94,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 77,00/80,00.
CÂMBIO – Câmbio opera em leve baixa neste momento, cotado a R$ 5,21. Ontem, fechou em R$ 5,223 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).