Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo nesta manhã de quarta-feira com ganhos de 8 cents, a U$ 13,00/novembro. Ontem, depois de operar no campo positivo, os preços cederam e fecharam levemente em queda. Com 38% das lavouras norte-americanas em maturação, a colheita está prestes a deslanchar, sobretudo nos estados mais ao Sul.
– Nos EUA, além do melhor ritmo das exportações, o mercado está atento à demanda interna; logo mais, a NOPA irá divulgar o volume processado durante o mês de agosto. O mercado espera 4,2MT, o que representa queda de 6,5% sobre agosto do ano passado.
– Com a persistência de transtornos logísticos no Golfo do México, causados pela furação IDA, muitas tradings voltaram a prospectar mais intensamente lotes de soja no Brasil com destino à China, o que ajudou a fortalecer os prêmios. Normalmente, nesta época do ano a demanda internacional se volta para os EUA.
– As exportações brasileiras de soja devem alcançar pelo menos 4,5MT em setembro, estima a ANEC (Associação dos Exportadores). Fechando este mês, o volume exportado na temporada irá ultrapassar 80,0MT. Os embarques de farelo neste ano-safra, iniciado em fevereiro, se aproximam de 13,0MT.
– Levantamento do DERAL informa que foi dada a largada do plantio de soja na temporada 2021/22. Até este início de semana, 1% havia sido semeado. Com as recentes chuvas, os trabalhos de campo tendem a deslanchar. O Departamento prevê o plantio de 5,62 milhões de hectares, aumento de 0,5% sobre os 5,59MH do ciclo anterior, com colheita de 20,95MT, contra 19,77MT da última campanha.
– No mercado doméstico, o interesse de compra se mantêm firmes. Certo suporte da bolsa norte-americana, combinado com prêmios firmes promovem sustentação. Os negócios, porém, seguem restritos e apenas pontuais. Muitos produtores apostam no período de entressafra e em preços acima da paridade internacional. Em algumas regiões já é percebido este movimento de descolamento das cotações.
– Prêmios nos portos brasileiros são cotados entre 230/245 cents acima da CBOT. Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 170,00; em Paranaguá, entre R$ 174,50/175,50 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã com ganhos de 7 cents, cotada a U$ 5,27/dezembro. Ontem, houve ganhos entre 6 e 7 pontos nos principais vencimentos. Mercado segue sustentado pela piora das condições das lavouras norte-americanas; porém, o início da colheita limita os ganhos.
– Segundo a ANEC, as exportações de milho brasileiro em setembro devem alcançar quase 3,0MT, ante 5,7MT de setembro do ano anterior e 4,2MT do mês de agosto deste ano. Até agora, o volume embarcado na temporada soma 9,0MT.
– De acordo com a agência Safras & Mercado, em levantamento referente ao dia 10, o plantio da safra de milho verão, 2021/22, chega a 16,7% em nível de Brasil, ante 11,8% da semana anterior e 18,1% em período semelhante da temporada passada. Por estados, o plantio está em: 45,5% no Rio Grande do Sul, 16,7% em Santa Catarina, e 6,2% no Paraná.
– Levantamento mais recente do Deral aponta que, no Paraná, o plantio atinge 28%. A área é estimada em 0,42MH, aumento de 13,5% em relação aos 0,37MH semeados no ano passado. A produção é projetada em 4,11MT, ante 3,11MT colhidos na safra anterior.
– No mercado interno, as indicações de compra se mantêm comedidas. Tudo indica que as variáveis que vinham pressionando os preços foram assimiladas e, com isto, o mercado encontrou um piso para este momento. Uma vez acomodada a colheita e entregue os contratos negociados antecipadamente, muitos produtores se mostram com tempo para aguardar por preços mais atrativos. Num ano em que há dependência de importações, é bom ficar atento nos preços internacionais e no câmbio.
– Indicações de compra são sugeridas em algo como R$ 92,00/93,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 77,00/80,00.
CÂMBIO – Câmbio opera estável neste momento, cotado a R$ 5,26. Ontem, fechou em R$ 5,258 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).