Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo, nesta manhã de segunda-feira, com perdas de 14 cents, a U$ 12,70/novembro. Na semana passada os preços ficaram relativamente estáveis. O mercado está atento ao andamento da colheita dos EUA; logo mais, no fim da tarde, o USDA irá atualizar o andamento dos trabalhos, bem como os índices de qualidade das lavouras.
– O mercado também se mostra focado em relação ao clima na América do Sul, notadamente no Brasil e na Argentina, onde começa a implantação da safra 2021/22.
– O ritmo de compras por parte da China tem oscilado entre altos e baixos. Com os transtornos logísticos no Golfo do México, a China prolongou sua presença no mercado brasileiro, elevando de forma substantiva os prêmios nos portos nas últimas semanas.
– Nos EUA, o ingresso de produto novo em maior volume irá atrair de volta e de forma mais intensa os compradores, especialmente os chineses, uma vez que os prêmios estão mais baixos e o preço final, mais atrativo.
– No Brasil, o line-up indica embarques na casa de 4,9MT de soja em setembro, com forte presença da China. Em setembro do ano passado, os embarques somaram 4,5MT e totalizavam, no acumulado da temporada, 81,3MT. Até o final deste mês o volume acumulado nesta estação poderá chegar a 82,5MT.
– Depois de expressiva alta, quando chegaram a picos superiores a 250 cents acima da CBOT, os prêmios nos portos brasileiros começaram a perder força; são cotados entre 215 e 230. Na semana passada houve melhor dinamização dos negócios, com muitos produtores vindo a mercado. Mas, como é característico do período de entressafra, as negociações são pontuais.
– Por outro lado, muitos produtores seguem apostando nos meses vindouros, quando, normalmente, os preços internos ganham força, postados na demanda interna e local, e podem se situar em patamares bem acima da paridade internacional. Em algumas regiões já é percebido este movimento de descolamento das cotações.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 169,00/170,00; em Paranaguá, entre R$ 174,00/175,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã com queda de 10 pontos, cotada a U$ 5,17/dezembro. Na sexta-feira, houve perdas entre 2 e 3 pontos nos principais vencimentos. Mercado é pressionado pela melhora do clima na reta final de evolução das lavouras norte-americanas, bem como pelo avanço da colheita em muitas regiões, notamente na porção centro-sul do país. O mercado também está atento à demanda, sobretudo por parte da China, que tem acelerado os volumes de importações neste ano.
– Até a última semana, 37% do milho estadunidense estava em maturação e 4% havia sido colhido. Hoje, no fim da tarde, o USDA atualiza novamente estes dados.
– No Brasil, é esperado aumento de 7,0MT na colheita da próxima safra de milho verão, de acordo com o presidente da AbraMilho. Com isto, a produção chegaria a 32,0MT. Com as chuvas recentes, alguns estados estão com a umidade adequada do solo. No Rio Grande do Sul, o plantio ultrapassa os 50%; no Paraná está em pelo menos 30%. A safra de verão responde por cerca de 25% do total produzido no país e a safrinha, por 75%.
– No mercado interno, as indicações de compra se mantêm comedidas. Tudo indica que as variáveis que vinham pressionando os preços foram assimiladas e, com isto, o mercado tenha encontrado um piso para este momento. Uma vez acomodada a colheita e entregue os contratos negociados antecipadamente, muitos produtores se mostram com ânimo para aguardar por preços mais atrativos. Num ano em que há dependência de importações, é bom ficar atento nos preços internacionais e no câmbio.
– Indicações de compra são sugeridas em algo como R$ 92,00/93,00 no oeste do estado, dependendo de prazos e de localização; em Paranaguá, entre R$ 83,00/85,00.
CÂMBIO – Câmbio opera em alta neste momento, cotado a R$ 5,34. Na sexta, fechou em R$ 5,289 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).