Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo desta manhã de terça-feira com alta de 3 cents, a U$ 12,66, buscando certa recuperação depois de perdas superiores a 20 pontos na jornada anterior. Os ganhos, porém, são limitados pela boa arrancada da colheita norte-americana e pelos temores sobre a economia global gerados pela crise no setor imobiliário chinês.
– A colheita da safra de soja dos EUA chega a 6%, informou o USDA no final da tarde de ontem. Na mesma época do ano passado, o índice era de 5% e, na média histórica, de 6%. As áreas tidas como boas/excelentes ganharam um ponto e somam 58%, ante 57% da semana passada e 63% de um ano atrás.
– O levantamento mostra que 58% das lavouras entraram em maturação, ante 56% da mesma data do ano passado e 48% de média histórica.
– A crise financeira do grupo chinês Evergrande, que tem dívidas superiores a U$ 300 bilhões, vem afetando os ativos financeiros e os preços das commodities em todo o mundo. Há temores de que um possível recuo no ritmo de crescimento da economia local tenha implicações negativas sobre a importação das mais variadas matérias primas, incluindo soja.
– As exportações brasileiras de soja somam até aqui, em setembro, 3,24MT, informa a SECEX. No acumulado desta temporada, o volume chega a 80,8MT, ante 79,5MT do mesmo período do ano passado.
– Internamente, mercado segue lento, com baixo volume de negócios. Prêmios são cotados entre 215/230 nos portos. Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 168,00/169,00; negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios de R$ 2,00/3,00 por saca. Em Paranaguá, indicações entre R$ 172,00/173,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã com queda de 1 ponto, cotada a U$ 5,20/dezembro. Preços são contidos pelo avanço da colheita norte-americana e pelos temores relacionados ao cenário econômico global.
– A colheita de milho nos EUA chega a 10%, conforme boletim divulgado pelo USDA. Na semana passada, o percentual era de 4%; em período equivalente no ano passado, 8% e, na média, 9%.
– Ainda, de acordo com o USDA, 93% das áreas estão em formação de grãos, ante 94% do ano passado e 89% de média histórica. Em maturação, o índice é de 57%, ante 56% de um ano atrás e 47% de média.
– Em relação à qualidade das lavouras, os percentuais nesta semana são: 59% bom/excelente, 26% regulares e 15% em ruim/muito ruim. Na semana passada os índices eram, respectivamente, 58%, 27% e 15% e, no ano passado, 61%, 25% e 14%.
– O USDA informou que foi inspecionado o embarque de apenas 0,4MT de milho norte-americano na semana anterior. Na temporada, iniciada em primeiro de setembro, o volume mal alcança 0,6MT, ante 1,99MT do mesmo período do ano passado.
– No mercado interno, as indicações de compra se mantêm acomodadas. Porém, tudo indica que os fatores de pressão estão assimilados e, com isto, o mercado tenha encontrado um piso para este momento. Uma vez acomodada a colheita e entregue os contratos negociados antecipadamente, muitos produtores se mostram com ânimo para aguardar por preços mais atrativos. Isto indica que também a oferta é limitada. Num ano em que há dependência de importações, é bom ficar atento nos preços internacionais e no câmbio.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa de R$ 92,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 84,00/85,00.
CÂMBIO – Câmbio opera em leve baixa neste momento, cotado a R$ 5,32. Ontem, fechou em R$ 5,332 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).