Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo desta manhã de quarta-feira com alta de 3 cents, a U$ 12,77/novembro. Ontem houve ganhos de 11 cents. O mercado segue atento no ritmo de colheita dos EUA; na lentidão dos embarques, em razão da perda de terminais no Golfo do México; e na demanda por parte da China, depois que uma grande incorporadora local entrou em sérias dificuldades financeiras.
– A colheita da safra norte-americana chega a 6%, ante 5% da mesma época do ano passado. As áreas tidas como boas/excelentes ganharam um ponto e somam 58%. O levantamento do USDA também mostrou que 58% das lavouras entraram em maturação, ante 56% da mesma data do ano passado.
– Em relação às dificuldades da incorporada chinesa Evergrande, que acumula dívidas superiores a U$ 300 bilhões, alguns acordos parciais e de curto prazo começam a ser reportados. Especula-se sobre a possibilidade de envolvimento de organismos estatais para promover uma solução de longo prazo. A insolvência da empresa poderá resultar em profundo contágio em todo o sistema financeiro global, com implicações negativas no ritmo de atividade econômica e na cadência de compras de matérias primas, inclusive de soja, milho e carnes.
– Os embarques norte-americanos se mantêm travados neste início de temporada. O relatório de inspeção do USDA, mostra que, na primeira quinzena de setembro, foram despachadas apenas 0,49MT de soja, ante 3,71MT do mesmo período do ano passado. (O ano agrícola começa em primeiro de setembro e vai até 31 de agosto).
– Enquanto isto, no Brasil, os embarques de soja seguem a todo vapor. O line-up de navios indica que setembro deve fechar com a expedição de cerca de 5,0MT. Até agora, no acumulado desta temporada, o volume chega a 80,8MT, ante 79,5MT do mesmo período do ano passado.
– Internamente, mercado segue lento, com baixo volume de negócios. Prêmios seguem perdendo força; são cotados entre 210/225 nos portos. Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 166,00/168,00; negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios de R$ 2,00/3,00 por saca. Em Paranaguá, indicações entre R$ 170,00/172,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã com ganhos de 3 pontos, cotada a U$ 5,20/dezembro. Ontem, houve queda de 4 pontos nos principais vencimentos. Mercado internacional de milho se manatém postado no avanço da colheita norte-americana e no baixo volume de embarques dos EUA.
– O USDA informou que a colheita de milho dos EUA chega a 10%, ante 8% da mesma semana do ano passado. Em relação à qualidade, houve ganho de um ponto na semana, somando agora 58% em boas/excelentes condições; 57% estão em maturação, ante 56% de um ano atrás.
– Neste início de semana, o USDA informou ter inspecionado o embarque de apenas 0,60MT de milho na primeira quinzena de setembro, ante 1,99MT do mesmo intervalo do ciclo passado. A exemplo da soja, os embarques começam a temporada 2021/22 completamente travados em razão dos transtornos logísticos ocasionados pela passagem de furacões pelo Golfo do México.
– De acordo com o DERAL, a colheita da safrinha do PR chega a 98%. Na semana anterior, o percentual era de 96% e em período equivalente do ano passado, de 94%. A estimativa de produção é de 6,1MT, queda de 50% no comparativo com a temporada prévia, que totalizou 12,17MT.
– Ainda, segundo o DERAL, o plantio da safra de verão 2021/22 no estado chega a 45%, ante 24% da mesma época do ciclo passado. A área é estimada em 422 mil hectares, aumento de 13% em relação ao ano anterior. As lavouras encontram-se em: 98% em boas condições e 2% regulares. Quanto ao estágio, 48% das áreas semeadas estão em fase de germinação e 52% em crescimento vegetativo.
– O Line-up de navios nos portos brasileiros indica embarques, em setembro, da ordem de 2,80MT. Até a última semana foram embarcadas 1,87MT. No acumulado de fevereiro a setembro, o volume deve alcnaçar 10,8MT.
– No mercado interno, as indicações de compra se mantêm acomodadas. Porém, tudo indica que os fatores de pressão estão assimilados e, com isto, o mercado tenha encontrado um piso para este momento. Uma vez acomodada a colheita e entregue os contratos negociados antecipadamente, muitos produtores se mostram com ânimo para aguardar por preços mais atrativos. Isto indica que também a oferta é limitada. Num ano em que há dependência de importações, é bom ficar atento nos preços internacionais e no câmbio.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa de R$ 92,00/93,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 84,00/85,00.
CÂMBIO – Câmbio opera em leve baixa neste momento, cotado a R$ 5,27. Ontem, fechou em R$ 5,286 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).