Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em alta de 4 cents, a U$ 8,40/maio, nesta manhã de sexta-feira. A semana, porém, acumula perdas superiores de 2,5%. No ano, o recuo chega a 11%.
– Tema mais recorrente continua sendo o avanço do coronavírus e suas implicações drásticas sobre a economia mundial, com redução da demanda e da produção em todos os principais segmentos.
– As exportações dos EUA, na última semana, ficaram em apenas 0,25MT, bem abaixo do esperado, reforçando o sentimento de desaceleração da demanda. Na temporada, as vendas externas somam 37,6MT, ante 44,2MT do mesmo período anterior (USDA).
– Os embarques de soja dos EUA chegam a 32,6MT, contra 31,3MT do mesmo intervalo do ciclo passado (USDA).
– A menor demanda externa se soma à redução do consumo doméstico de farelos com a paralisação de diversas plantas processadoras de carnes.
– Enquanto no Brasil a colheita entra na reta final, com mais de 90%, na Argentina os trabalhos chegam a 38%, ante 34% de um ano atrás. A Bolsa de Cereais estima a safra em 49,5MT, perda de 8% em relação às estimativas iniciais.
– As lavouras da Argentina foram afetadas por estiagem, numa extensão dos transtornos que acometeram a produção do Rio Grande do Sul, onde as perdas foram ainda mais drásticas.
– A soja brasileira, com preço mais competitivo e de maior qualidade, segue dominado as operações com a China. Em maio, os embarques do BR para a China podem alcançar 10MT.
– A forte alta do dólar, combinado com queda dos preços internacionais criou uma situação momentânea duplamente favorável: a) para o produtor brasileiro, que acaba recebendo valores recordes pela saca do produto e b) para os importadores, que pagam menos em dólares quando da importação. – No Brasil, depois de dois meses de ritmo recorde, o volume de negócios vem caindo. No spot, prêmios em Paranaguá giram na faixa entre 60 e 70 cents.
– Até aqui, nesta semana, as perdas externas de preço foram, em grande parte, compensadas por novas e expressivas altas do dólar. Em momentos como este, câmbio e CBOT se contrapõem, num fenômeno conhecido como “efeito gangorra”.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 94,50/96,00 –dependendo de prazo e local de embarque.

MILHO – CBOT opera em ligeira alta nesta manhã de sexta-feira, a U$ 3,22/maio; porém, no acumulado da semana, perde 3% e, desde o início de janeiro,18%. A BMF trabalha a R$ 45,90, alta de 0,68%.
– As vendas semanais de milho norte-americano ficaram em 0,9MT. Na temporada, acumulam 34,6MT ante 44,7MT do mesmo período do ano passado.
– Os embarques de milho dos EUA, nesta semana, somaram 1,2MT. Na temporada chegam a 20,8MT, ante 32,2MT do mesmo período no ano anterior.
– Ainda nos EUA, a demanda por milho segue em queda, sobretudo pela redução da produção de etanol e redução do consumo de rações.
– Na Argentina, a colheita de milho chega a 32,7% da área de 6,3MH; 9,4%mais adiantado do que o mesmo período no ano anterior. A produção está estimada em 50MT pela Bolsa de Buenos Aires.
-No Brasil, o mercado está retraído e travado. Volume de oferta voltou a crescer nos últimos dias, tanto de milho velho quanto novo. Vagas indicações de compra – no oeste do estado – na faixa de 44,50/45,50.
CÂMBIO – Opera próximo da estabilidade, a R$ 5,25.