Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo desta manhã de quinta-feira com alta de 4 cents, a U$ 12,86/novembro. Ontem houve ganhos de 9 cents por bushel em meio a certa melhora do humor dos mercados mundo afora. Avanço da colheita norte-americana e menor presença da China em compras nos EUA limitam o movimento de alta.
– O USDA acaba de informar que, na última semana, as exportações norte-americanas de soja somaram 0,90MT, elevando o total desta temporada para 23,2MT, um ritmo 34% mais lento quando comparado com as 35,4MT comprometidas até a mesma época do ano passado. Os embarques andam mais devagar ainda; somam até agora, na estação, apenas 0,53MT, contra 3,43MT do mesmo período do ciclo anterior.
– O mercado internacional se manterá focado no ritmo das exportações e embarques dos EUA, que se mostram muito lentos neste início de temporada. Olhando para frente, é prudente acrescentar os impactos negativos que podem advir das dificuldades financeiras enfrentadas pela incorporadora chinesa Evergrande e a possível redução da demanda por matérias primas.
– No mercado interno, o movimento segue calmo; porém, negócios pontuais continuam rodando. Nos portos, os prêmios tiveram algum ganho e são cotados entre 215/225. Rumores dão conta de novos negócios com a China para embarque entre outubro e novembro. Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 169,00/171,00; negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios de até R$ 2,00/3,00 por saca. Em Paranaguá, indicações entre R$ 173,00/174,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã com leves perdas, cotada a U$ 5,24/dezembro. Ontem, houve ganhos entre 7 e 8 pontos nos principais vencimentos. Mercado se mantém calmo devido à realização de lucro por parte de investidores, além da pressão exercida pelo avanço da colheita norte-americana.
– O USDA acaba de divulgar relatório, informando que foram vendidas para o exterior 0,37Mt de milho na última semana. No acumulado desta temporada, iniciada em primeiro de setembro, o volume chega a 24,9MT, ante 22,6Mt do mesmo intervalo do ciclo passado.
– De acordo com a AgRural, em levantamento do início da semana, no Brasil, o plantio de milho verão alcança 22%, ante 23% de período equivalente no ano passado. No Rio Grande do Sul, mais de 60% da área prevista já foi semeada e, em algumas microrregiões, como em Frederico Westphalen, 90% dos trabalhos já estão concluídos; em Ijuí, mais de 70%, informa a Emater local. Estas duas microrregiões representam cerca de 20% do total cultivado no estado. As lavouras estão se desenvolvendo dentro da normalidade, com colheita esperada para a segunda quinzena de janeiro.
– O DERAL aponta o plantio de milho verão no Paraná em 28%, em levantamento do início desta semana; contudo, em algumas regiões ao sul e sudoeste, o plantio está mais avançado, variando de 50% a 80%. Entretanto, outras regiões, sobretudo no Noroeste e Norte, ainda esperam por chuvas para colocar as sementes no solo.
– No mercado interno, as indicações de compra se mantêm acomodadas. Por outro lado, uma vez acomodada a colheita e entregue os contratos negociados antecipadamente, muitos produtores se mostram com ânimo para aguardar por preços mais atrativos. Isto indica que também a oferta tende a ficar limitada no decorrer. Num ano em que há dependência de importações, é bom ficar atento nos preços internacionais e no câmbio.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa de R$ 91,00/92,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 84,00/86,00.
CÂMBIO – Câmbio opera estável neste momento, cotado a R$ 5,30. Ontem, fechou em R$ 5,303 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan)