Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo desta manhã de segunda-feira com alta de 2 cents, cotada a 12,87/novembro. Ao longo da semana anterior os preços ficaram praticamente inalterados. O avanço da colheita norte-americana e o posicionamento dos negociadores frente ao relatório trimestral de estoques devem dar a tônica do mercado.
– Os participantes também acompanham de perto a lentidão da demanda chinesa. Relatos da agência Reuters reportam a paralisação de diversas fábricas em meio à redução do consumo e em face da restrição no consumo de energia em várias regiões chinesas.
– De qualquer maneira, a previsão é de que os embarques norte-americanos de soja sejam retomados e acelerados na medida em que os terminais de transbordo no Golfo do México sejam recuperados dos estragos causados pela passagem de furacões durante o mês de agosto.
– O Ministério da Agricultura e Pecuária do Paraguai estima que o país irá semear 3,7 milhões de hectares de soja. A produção deverá ultrapassar a marca de 10,0MT.
– O plantio da safra brasileira de soja chega a 0,8%, ante 0,4% da mesma data do ano passado e 1,4% de média histórica. O levantamento é da consultoria Safras &Mercado e foi divulgado na última sexta-feira. O Paraná lidera os trabalhos, com 4%; em seguida vem o Mato Grosso, com 1%.
– No mercado interno, apesar da firmeza do câmbio, os preços perderam força nos últimos dias, sobretudo em razão da queda dos prêmios, que são cotados entre 205/220. Enquanto isto, as preocupações se voltam para o campo, onde o retorno das chuvas é irregular e escasso. O início do plantio é lento e tímido diante das incertezas climáticas.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 169,00/170,00; negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios de até R$ 2,00/3,00 por saca. Em Paranaguá, indicações entre R$ 174,00/175,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã com leves perdas, cotada a U$ 5,25/dezembro. Na sexta, houve queda de 2 pontos nos principais vencimentos. A semana fechou praticamente estável. O mercado se mantém pressionado em razão do avanço da colheita norte-americana; além disto, os participantes buscam posicionar-se frente ao relatório trimestral de estoques que será divulgado pelo USDA neste fim de mês.
– O governo dos EUA estuda a possibilidade de reduzir ainda mais a mistura de biocombustíveis na gasolina e do diesel. Isto afeta diretamente o uso de milho e soja. Até o momento, porém, não há nada definido; mas, a simples menção do tema vem aguçando o interesse do mercado.
– O plantio da safra brasileira de verão chega a 29,1% na região Centro-Sul, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, ante 30,2% da mesma época do ano passado e 23,3% de média dos últimos cinco anos. Os trabalhos estão concluídos em 57,8% no Rio Grande do Sul (ante 66,7% da mesma data do ano anterior), em 44,3% (28,7%) no Paraná e em 38,7% (43,3%) em Santa Catarina.
– O governo brasileiro zerou as alíquotas do PIS/COFINS na importação de milho. Isto representa uma diminuição de 9,25% nos custos, algo em torno de R$9,00 por saca. O milho representa 70% dos custos de produção de aves e suínos e a expectativa do governo é que esta diretriz impacte também o preço final para o consumidor. A medida é válida até 31 de dezembro deste ano. É bom lembrar que as grandes integrações já tinham este benefício por meio de operações de Drawback (isenção de impostos na importação de matérias primas que entram na composição de produtos exportados).
– No mercado interno, as indicações de compra se mantêm acomodadas. Porém, uma vez finalizada a colheita e entregue os contratos negociados antecipadamente, muitos produtores se mostram com ânimo para aguardar por preços mais atrativos. Isto indica que também a oferta tende a ficar limitada no decorrer. Num ano em que há dependência de importações, é bom ficar atento nos preços internacionais e no câmbio.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa de R$ 91,00/92,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 85,00/86,00.
CÂMBIO – Opera estável neste momento, cotado a R$ 5,34. Na sexta-feira fechou em R$ 5,344 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).