Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo desta manhã de quinta-feira com leve alta, a U$ 12,85/novembro. Ontem, houve ganhos de 6 cents nos principais vencimentos.
– Participantes seguem ajustando suas carteiras e definindo ordens à espera do relatório trimestral de estoques, que será apresentado pelo USDA logo mais, no início da tarde, e trará o volume de soja existente em solo norte-americano em 1º de setembro, virada de temporada. Nos anos recentes, os estoques de passagem foram os seguintes: 2014, 2,50MT; 2015, 5,21MT; 2016, 5,35MT; 2017, 8,20MT; 2018, 11,92MT; 2019, 24,74MT; 2020, 14,29MT; e, para esta virada de ano agrícola, o mercado espera estoques de 4,68MT.
– Outros fatores que seguem no radar dos investidores: avanço da colheita dos EUA, expectativas quanto à demanda chinesa e intensificação dos embarques pelos terminais situados no Golfo do México (depois que furacões destruíram a capacidade operacional de muitas unidades).
-O USDA divulgou há pouco que as exportações de soja totalizaram 1,09MT na última semana, elevando o total da temporada para 24,3MT, ante 38,01MT do mesmo intervalo do ciclo passado. Os embarques seguem lentos, com um total de 1,06MT até aqui, na estação, iniciada em primeiro de setembro, ante 4,57MT do mesmo período do ano-safra anterior.
– Internamente, os preços se apresentaram firmes nestes últimos dias, seguem sustentados pela alta do câmbio, que vinha compensando certa estabilidade das cotações na CBOT e perdas nos prêmios portuários (que são indicados entre 190/200). Neste início dos trabalhos, o câmbio se apresenta em queda de quase 1%. Mercado se mantém atento em relação à oferta e embarques norte-americanos e, sobretudo, na evolução do plantio no Brasil, onde o retorno das chuvas é irregular e escasso. O início dos trabalhos é lento e tímido em face das incertezas climáticas.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 170,00/171,00; negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios entre R$ 1,00/2,00 por saca. Em Paranaguá, indicações entre R$ 174,00/175,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã em estabilidade, cotada a U$ 5,40/dezembro. Ontem, houve ganhos de 6 pontos nos principais vencimentos, com suporte de novas vendas realizadas por exportadores norte-americanos.
– Além disto, do lado técnico, houve intensificação de compras por parte de investidores frente ao relatório trimestral de estoques, que será divulgado ainda hoje. Analistas apostam em estoques de 29,6MT, abaixo da previsão do relatório de oferta e demanda de setembro, de 30,15MT, e bem abaixo no comparativo com setembro do ano passado, quando os estoques eram de 48,75MT.
– Em contrapartida aos estoques baixos, setores do consumo estão mais lentos. A produção de etanol nos EUA atinge a quarta semana de queda na produção, mas analistas esperam que o ritmo seja retomado no decorrer.
– De acordo com o Ministério da Agricultura da Argentina, os produtores já comprometeram a venda de 40,9MT de milho. Este volume representa 3,7MT superior à mesma época do ano anterior. A produção está avaliada em 50,5MT; o consumo interno gira entre 13,0MT e 14,0MT e as exportações estão previstas em 36,8MT, ante 32,2MT do ciclo passado.
– No mercado interno, as indicações de compra, que se mostram estáveis há alguns dias, começam a dar sinais de reação. Um piso parece ter sido encontrado para este momento. Uma vez finalizada a colheita e entregue os contratos negociados antecipadamente, os produtores se mostram com ânimo para aguardar por preços mais atrativos na medida em que a estação avança para seu término. Isto indica que a oferta tende a ficar mais limitada. Num ano em que há dependência de importações, é bom ficar atento nos preços internacionais e no câmbio. O comportamento do clima daqui para frente é outro fator que seguirá no radar dos agentes.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa de R$ 92,00/93,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 86,00/87,00.
CÂMBIO – Opera em queda neste momento, cotado a R$ 5,39. Ontem, fechou em R$ 5,430 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).