Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo desta manhã de terça-feira com leve alta, cotada a U$12,36/novembro. Depois de três sessões em queda e perdas de quase 4%, os preços parecem ter encontrado um piso para este momento ao ter absorvido o aumento dos estoques norte-americanos. Com as perdas recentes, os preços chegaram ao menor patamar desde fins do ano passado.
– Na última quinta-feira, o USDA, em seu relatório trimestral de estoques, informou que os EUA tinham, em 1º de setembro, na virada do ano-agrícola, um volume de 6,97MT de soja, 2,3MT acima do esperado pelo mercado.
– O bom avanço da colheita dos EUA é mais um fator que mantém seu peso na formação do preço. De acordo com o USDA, a colheita chega a 34%, ante 35% da mesma época do ano passado e 26% de média histórica. Oitenta e seis por cento das áreas entraram em maturação, contra 75% de um ano atrás.
– Em termos de qualidade, os índices são os mesmos da semana passada, com 58% das lavouras consideradas boas/excelentes; 28%, regulares e 14%, ruins/péssimas. Na mesma época do ano passado, os índices eram, respectivamente, 64%, 26% e 10%.
– Também ontem, o USDA informou ter inspecionado o embarque de 0,84MT de soja. O volume embarcado na temporada, iniciada em 1º de setembro, segue muito baixo, com apenas 1,83MT, ante 7,09MT do mesmo período do ano passado. Além dos transtornos logísticos no Golfo do México, o mercado começa a se preocupar com certa lentidão da demanda chinesa.
– Internamente, os preços seguem pressionados pela acentuada queda na bolsa norte-americana; porém, em parte são compensados pela alta do câmbio. Os prêmios são indicados nas na faixa de 185/200 nos portos brasileiros.
– Internamente, a preocupação mais premente, neste momento, passa ser com os trabalhos de campo. Extensas regiões produtoras devem acelerar a implantação da nova safra, depois das chuvas promissoras dos últimos dias. Outras regiões ainda esperam por umidade para iniciar os trabalhos.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 166,00/167,00; negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios entre R$ 1,00/2,00 por saca. Em Paranaguá, indicações ao redor de R$ 171,00/172,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã com queda 3 cents, cotada a U$ 5,37/dezembro. Depois de relativa estabilidade, apoiado na expressiva alta do trigo, o mercado é pressionado pela aceleração da colheita norte-americana. Vendas técnicas por parte de investidores também pesa na formação do preço.
– A colheita da safra norte-americana atinge 29%, ante 18% da semana anterior, 24% em data equivalente do ano passado e 22% de média dos últimos cinco anos. Oitenta e oito por cento das lavouras remanescentes está em fase de maturação, ante 85% de um ano atrás e 77% de média histórica.
– No tocante à qualidade, as lavouras permanecem avaliadas no mesmo patamar da semana anterior, com 59% em boas/excelentes condições; 26%, regulares e 15%, ruins/muito ruins. Na mesma época do ano passado, os percentuais eram, respectivamente, 62%, 25% e 13%.
– O USDA informou ter inspecionado o embarque de 0,81MT de milho na última semana. Verifica-se certa lentidão nos carregamentos, uma vez que, nesta temporada, que começou em 1º de setembro, foram despachadas 2,06MT, contra 3,72MT do mesmo intervalo da estação passada.
– No mercado interno, as indicações de compra se mostram estáveis há alguns dias, mas começam a dar alguns sinais de reação. Um piso parece ter sido encontrado para as atuais condições de oferta e demanda.
– Apesar de operações pontuais, os produtores passaram a restringir o volume de ofertas, aguardando por possíveis melhores oportunidade no período de entressafra. Por outro lado, os preços podem se acomodar se houver uma boa evolução da safra de verão, certa acomodação do câmbio e dos preços internacionais, sobretudo num ano com clara necessidade de importações.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa de R$ 92,00/93,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 85,00/86,00.
CÂMBIO – Opera praticamente estável, a R$ 5,44. Ontem, fechou em R$ 5,446 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).