Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo desta manhã de quarta-feira em alta de 2 cents, a U$ 12,52/novembro. Ontem os preços se mostraram em franca recuperação, com ganhos de 14 cents, depois de perdas de 3,5% nas três sessões anteriores.
– O óleo tem sido a perna forte do complexo, suportado pelos preços do óleo de palma, que voltou a bater novos recordes históricos na Bolsa da Malásia. Menor produção, combinado com aumento da demanda e corte nos estoques promovem suporte. Os recentes ganhos no petróleo também impulsionam os óleos vegetais.
– Por outro lado, os ganhos são limitados pelo avanço da colheita norte-americana e por chuvas promissoras no Brasil. Pesa também a ausência da China, que vive uma semana de feriados.
– Na medida em que a estação avança para a entressafra, as exportações brasileiras vão caindo. A previsão da ANEC para outubro é de embarques de algo como 2,7MT, ante 4,8MT despachadas em setembro. Na temporada, iniciada em fevereiro, o volume chega a 82,4MT, ligeiramente acima do total embarcado no mesmo período do ano passado.
– Levantamento do DERAL indica que o plantio de soja no Paraná chega a 16%, ante 3% da mesma data do ano anterior. Na semana passada, o índice era de 7%. A área está estimada em 5,623MH, aumento de 0,6% sobre o ciclo 2020/21.
– No mercado doméstico, os preços ganham força com a alta do câmbio (que chegou a ultrapassar os R$ 5,50) e com a recuperação na Bolsa norte-americana. Nos portos brasileiros, os prêmios são indicados na faixa de 190/200.
– Internamente, a preocupação mais premente, neste momento, passa a ser com os trabalhos de campo. Extensas regiões produtoras devem acelerar a implantação da nova safra, depois das chuvas promissoras dos últimos dias. Outras regiões ainda esperam por umidade para iniciar os trabalhos.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 169,00/170,00; negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios entre R$ 1,00/2,00 por saca. Em Paranaguá, indicações ao redor de R$ 174,00/175,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã com alta de2 cents, cotada a U$ 5,39/dezembro. Ontem, mercado fechou com baixa de 3 a 4 pontos nos principais vencimentos, pressionado pelo avanço da colheita nos EUA e pela queda nas cotações de trigo.
– Segundo a ANEC, as exportações de milho brasileiro, em outubro, devem totalizar 1,4MT, contra 4,53MT do mesmo mês do ano passado. Até aqui, nesta temporada, os embarques somam 10,5MT, ante 18,5MT do mesmo intervalo da estação passada.
– De acordo com o DERAL, o plantio de milho verão no Paraná atinge 75%, contra 62% da semana anterior e 40% de período equivalente da temporada passada. A 1ª safra é estimada em 4,11MT, 32% a mais no comparativo com as 3,11MT colhidas na última safra de verão.
– No mercado interno, as indicações de compra se mostram estáveis há alguns dias. Um piso parece ter sido encontrado para as atuais condições de oferta e demanda. Circulam rumores de retomada de negócios pontuais no Mato Grosso para exportação.
– De maneira geral, os produtores passaram a restringir o volume de ofertas, aguardando por possíveis melhores oportunidades no período de entressafra. Por outro lado, os preços podem se acomodar se houver uma boa evolução da safra de verão, certa acomodação do câmbio e dos preços internacionais, sobretudo num ano com clara necessidade de importações.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa de R$ 91,00/93,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 86,00/88,00.
CÂMBIO – Opera em alta, a R$ 5,51. Ontem, fechou em R$ 5,485 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).