Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo desta manhã de quinta-feira com ganhos de 2 cents, a U$ 12,44/novembro. Ontem houve perdas de 8 cents. Mercado busca posicionar-se frente ao relatório de oferta e demanda de outubro, que será apresentado pelo USDA na próxima terça-feira.
– Fatores técnicos, como ajustes de carteiras entre as diversas commodities, entram na composição do preço. Ganho nos preços dos óleos vegetais e no petróleo também se somam na conta positiva. Por outro lado, o avanço da colheita norte-americana e certa lentidão das compras, notadamente por parte da China, limita ganhos mais expressivos.
– O USDA informou há pouco que as exportações norte-americanas de soja somaram 1,04MT ao longo da última semana. Na temporada o volume chega a 25,3MT, ante 40,5MT do mesmo intervalo do ano passado.
– Os embarques dos EUA seguem extremamente lentos e somam apenas 2,0MT, contra 6,58MT do mesmo período da safra anterior. As exportações deste ano estão previstas em 56,9MT.
– A CONAB acaba de divulgar o primeiro levantamento para a safra brasileira de soja da temporada 2021/22, com estimativa de colheita de 140,75MT, aumento de 2,5% sobre as 137,3 desta última colheita. A produtividade está estimada em linha com a campanha 2020/21, em 58,8 scs/ha.
– A CONAB prevê a área semeada em 39,92MH, incremento de 2,5% sobre os 38,92MH do último ciclo. O esmagamento pela indústria nacional deverá alcançar 52,6MT, um forte incremento, de 13%, sobre o último ano, justificado pelos aumentos previstos no uso de biodiesel. As exportações estão previstas em 87,4MT, ante 85,0MT desta temporada.
– No mercado doméstico, os preços ganham força com a alta do câmbio (que volta a operar acima dos R$ 5,50) e com algum ganho na Bolsa norte-americana. Nos portos brasileiros, os prêmios são indicados na faixa de 190/200.
– Internamente, a preocupação mais premente, neste momento, passa a ser com os trabalhos de campo. Extensas regiões produtoras devem acelerar a implantação da nova safra, depois das chuvas promissoras dos últimos dias.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 167,00/168,00; negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios entre R$ 1,00/2,00 por saca. Em Paranaguá, indicações ao redor de R$ 172,00/173,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã com alta de 2 cents, cotada a U$ 5,34/dezembro. Ontem, mercado fechou com baixa entre 4 e 5 pontos nos principais vencimentos, ainda com ênfase no aumento da oferta norte-americana devido ao avanço da colheita.
– O USDA acaba de informar que as exportações norte-americanas de milho somaram, na última semana, 1,27MT, elevando o total da temporada para 26,6MT, ante 25,8MT do mesmo período do ciclo passado. Os embarques totalizam até agora, na estação, iniciada em 1º de setembro, 2,5MT, ante 3,68MT da mesma época do ano passado. A meta para este ano prevê exportações de 62,9MT.
– A China, que é o segundo maior produtor mundial de milho, deve produzir 272,0MT do cereal na safra 2021/22. Na temporada 2020/21, a produção do país ficou em 260,7MT com consumo interno de 280MT. Para a próxima estação, o consumo está projetado em 296,0MT. As importações desta temporada estão projetadas em cerca de 30,0MT e, para 2021/22, em 20MT. Os dados são do USDA.
– Segundo o IBGE, a produção brasileira de milho em 2021 deve totalizar 86,3MT, queda de 16,4% em relação à produção do ano anterior. Apesar de aumento de 8,5% na área plantada, a produção caiu em razão dos drásticos problemas climáticos, como estiagem e geadas.
– A CONAB divulgou o primeiro levantamento para a safra 2021/22, com área prevista em 20,87MH, aumento de 4,7% em relação à temporada anterior. A produção total, verão e inverno, é estimada em 116,3MT, aumento de 33% no comparativo com este ano. Quando foram colhidos 87,0MT.
– As exportações brasileiras para a próxima estação estão previstas em 39,0MT, contra 22,0MT apontadas para a safra atual. As importações devem se situar em 0,9MT, contra 2,3MT estimadas para este ciclo. Já, o consumo interno é elevado para 73,7MT, contra 70,9MT deste ano. Os estoques finais desta temporada estão previstos em 6,96MT e para o próximo ano, em 11,5MT.
– No mercado interno, as indicações de compra se mostram estáveis a ligeiramente mais fracas. Porém, um piso para os parece ter sido encontrado para as atuais condições de oferta e demanda. Circulam rumores de retomada de negócios pontuais no Mato Grosso para exportação.
– De maneira geral, os produtores passaram a restringir o volume de ofertas, aguardando por possíveis melhores oportunidades no período de entressafra. Por outro lado, os preços podem se se enfraquecer se houver uma boa evolução da safra de verão e certa acomodação do câmbio e dos preços internacionais, sobretudo num ano com clara necessidade de importações.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa de R$ 90,00/92,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 86,00/88,00.
CÂMBIO – Opera em alta, a R$ 5,52. Ontem, fechou em R$ 5,486 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).