Comentário de Mercado

SOJA – Preços da soja são pressionados neste início de semana e chegam ao intervalo desta manhã de segunda-feira com queda de 6 cents, a 12,11/novembro. Apesar de sinais de retorno da demanda pelo produto norte-americano, o mercado ainda digere os números negativos do relatório de oferta e demanda de outubro, que apontou aumento da produção e dos estoques dos EUA.
– Na última semana, a CBOT perdeu cerca de 2,5%. No pior momento, a posição presente chegou a cair abaixo de U$ 12,00 por bushel, no patamar mais baixo desde meados de dezembro.
– Com a recente queda de preços, as margens de esmagamento melhoraram na China e os importadores se mostram mais ativos.
– Na última semana, o USDA informou vendas para o exterior de 1,15MT de soja, elevando o total da temporada para 26,4MT, um volume ainda distante das 43,1MT comprometidas no mesmo período do ano anterior. Os embarques também seguem atrasados, com 3,63MT, contra 8,91MT do mesmo intervalo do ciclo passado.
– O mercado se mantém atento em relação à colheita norte-americana, que já ultrapassa os 50% (logo mais, no fim da tarde, o USDA irá divulgar uma nova atualização) e em relação aos trabalhos de implantação das lavouras no Brasil.
– Levantamento da consultoria Safras & Mercado indica que o plantio da safra brasileira chega a 21,1%, ante 6,1% da mesma data do ano passado e 16,2% de média histórica. Somente na última semana, houve evolução de 11 pontos percentuais. No Mato Grosso, 45% dos trabalhos já estão concluídos; no Paraná, 35%; em São Paulo, 18%; no Mato Grosso do Sul e em Goiás, 14%; em Minas Gerais, 13% e na Bahia, 2%.
– O mercado doméstico deverá viver mais uma semana lenta, com negócios apenas pontuais. Depois da pressão vivida na semana passada, a expectativa é que os preços tenham encontrado um piso onde se situar neste momento. A preocupação central, porém, segue com os trabalhos de implantação das lavouras e não com a comercialização.
– Prêmios nos portos giram na faixa de 185/200. Esparsas indicações de compra no oeste do estado na faixa de 164,00/165,00. Negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios entre R$ 1,00/2,00 por saca. Em Paranaguá, indicações ao redor de R$ 168,00/169,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã com baixa de 2 cents, cotada a U$ 5,23/dezembro. Mercado se mantém sob certa pressão ainda digerindo o aumento da oferta e dos estoques norte-americanos e mundiais. Na sexta-feira, mercado registrou alta entre 7 e 9 pontos nos principais vencimentos, com fundos e investidores atuando na ponta compradora, depois de várias sessões negativas.
– O USDA informou exportações de 1,04MT de milho na última semana. Na temporada, o volume chega a 27,6MT, ante 24,2MT do mesmo intervalo do ano passado. Os embarques totais somam 3,41MT, contra 4,49MT de igual período da temporada anterior.
– O plantio da safra de milho 2021/22 na Argentina chega a 28%, ante 29% da mesma semana do ano passado – informa o Ministério da Agricultura do país. A área semeada deverá alcançar 10,08MH, aumento de 3,5% em relação à safra anterior.
– De acordo com a EMATER, o plantio no estado do RS atinge 65%, ante 62% da semana anterior, 60% do ano passado e média de 58%. O clima favorável tem permitido bom avanço dos trabalhos de campo.
– No mercado interno, as indicações de compra se mostram pressionadas, com ausência generalizada de compradores. Por outro lado, os produtores passaram a restringir o volume de ofertas, aguardando por melhores oportunidades no período de entressafra. Com isso, o mercado está travado. Circulam rumores de retomada de negócios pontuais no Mato Grosso para exportação.
– Vagas indicações de compra são sugeridas na faixa de R$ 88,00/89,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 85,00/86,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Volta a operar em forte alta, a R$ 5,51. Na sexta-feira, fechou em R$ 5,454 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).