Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo nesta manhã de terça-feira com alta de 3 cents, a U$ 12,27/novembro. Mais cedo, os preços chegaram a operar com 5 a 6 cents negativos. De um lado, o mercado segue postado no aumento da oferta e dos estoques dos EUA e do mundo, conforme divulgado pelo USDA no último o relatório de oferta e demanda, e, de outro, postado em sinais de retomada da demanda por parte da China. Ontem houve ganhos entre 2 e 3 cents nos principais vencimentos.
– No fim da tarde de ontem, o USDA informou que a colheita da safra norte-americana alcança 60%, contra 73% da mesma data do ano passado e 55% de média histórica. Houve progresso de 11 pontos percentuais na última semana.
– Levantamento do DERAL indica que o plantio da safra paranaense chega a 38%, com boas condições de germinação e desenvolvimento. A área prevista é 5,62MH, aumento de 0,5% sobre o ano passado; a produção é estimada em 20,97MT, 6% a mais do que na última campanha.
– Enquanto isto, a nível de Brasil, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, divulgado na última sexta-feira, o plantio chega a 21,1%, ante 6,1% da mesma data do ano passado e 16,2% de média histórica.
– No mercado interno, a semana começa com interesse vendedor um pouco mais ativo. Os preços se apresentam algo melhor, depois do momento ruim vivido na semana anterior. Os prêmios nos portos seguem estáveis, girando na faixa de 185/200.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 166,00/167,00. Negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios entre R$ 1,00/2,00 por saca. Em Paranaguá, indicações ao redor de R$ 171,00/172,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega estável ao intervalo desta manhã, cotada a U$ 5,33/dezembro. Ontem, pregão encerrou com ganhos de 7 pontos; mercado segue postado na retomada da demanda internacional pelo produto norte-americano.
– A colheita da safra de milho, nos EUA, chega a 52% (de acordo com boletim divulgado pelo USDA ontem) ante 41% de semana anterior, 57% de período equivalente no ano passado e média de 41%. Noventa e sete por cento está pronto para ser colhido, mesmo percentual da mesma semana do ano passado.
– Em relação à qualidade das lavouras ainda por colher, 60% são consideradas boas/excelentes, 26% regulares e 14% ruins/muito ruins. Em época equivalente no ano anterior, os percentuais eram, respectivamente: 61%, 25% e 14%.
– As inspeções de exportação de milho norte-americano totalizaram 0,97MT na semana passada, ficando acima da expectativa do mercado, de 0,75MT. No acumulado da temporada, iniciada em 1º de setembro, o volume atinge 4,08MT, ante 5,48MT do mesmo intervalo na temporada anterior.
– De acordo com IMEA, o MT deve ter safra recorde na temporada 2021/22, projetada em 39,5MT, contra as 32,56MT colhidas nesta última estação. O aumento na produção de milho é creditado à perspectiva de ampliação da área em face dos preços atrativos. Isto deve ocorrer porque o plantio da safra de soja anda em bom ritmo, o que possibilitará a implantação das lavouras de milho safrinha dentro da janela ideal.
– No mercado interno, as indicações de compra se mostram pressionadas, com ausência generalizada de compradores. Por outro lado, os produtores passaram a restringir o volume de ofertas, aguardando por melhores oportunidades no período de entressafra. Com isso, o mercado está travado. Ainda circulam rumores de retomada de negócios pontuais no Mato Grosso para exportação.
– Vagas indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 88,00/90,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 86,00/88,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Volta a operar em alta, a R$ 5,55. Ontem, fechou em R$ 5,52 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).