Comentário de Mercado

SOJA – Os preços da soja chegam ao intervalo desta manhã de quarta-feira com alta de 9 cents, a U$ 12,37/novembro. Ontem houve ganhos entre 6 e 8 cents nos principais vencimentos. Depois das fortes perdas atribuídas às estimativas de aumento da produção e dos estoques dos EUA, o mercado se firmou em alta e, hoje, opera no campo positivo pela quinta sessão consecutiva, com ganhos de 3,5% neste período.
– Os preços estão respondendo à retomada da demanda, notadamente por parte da China. As perspectivas de avanço das negociações comerciais com os EUA também alimentam as chances de aceleração das exportações norte-americanas.
– A melhora significativa nas margens de esmagamento, voltaram a reanimar as importações e os rumores indicam que a China teria adquirido cerca de 2,60MT de soja nos últimos dias. O principal fornecedor são os EUA, mas o Brasil também aparece como importante fornecedor, apesar do adiantado da estação.
– Internamente, os preços se apresentam mais firmes, suportados por duas frentes: alta em Chicago e desvalorização do Real. Com isto, mais lotes estão vindo a mercado desde o início desta semana. Os prêmios nos portos estão ligeiramente mais fracos, na faixa entre 180/190.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 169,00/170,00. Negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios de até R$ 2,00/3,00 por saca. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 174,00/175,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã com alta de 4 cents, cotada a U$ 5,34/dezembro. Ontem, pregão encerrou com perdas entre 1 e 2 pontos nos principais vencimentos, influenciado pelo avanço da colheita e pela manutenção da qualidade das lavouras norte-americanas. Em contrapartida, a intensificação da demanda internacional pelo cereal faz com que o mercado retorne ao campo positivo.
– De acordo com a ANEC, o Brasil deve exportar algo como 2,30MT de milho neste mês de outubro. Em outubro do ano passado, o volume embarcado foi de 5,1MT. Até aqui, na temporada, as exportações somam 10,8MT, ante 21,4MT do mesmo intervalo do ciclo passado.
De acordo com a agência Safras & Mercado, o plantio da safra de milho verão atinge 54,1%, contra 44,9% de mesmo período no ano anterior e média de 51,4% dos últimos cinco anos. Por estado, os trabalhos estão em: 88,9% no Paraná; 86,7% no Rio Grande do Sul; 74,6% em Santa Catarina; 8,8% em Minas Gerais e 7% no Mato Grosso do Sul.
– No mercado interno, as indicações de compra seguem pressionadas, com ausência generalizada de compradores. Por outro lado, os produtores passaram a restringir o volume de ofertas, aguardando por melhores oportunidades no período de entressafra. Com isso, o volume de negócios é limitado. Ainda circulam rumores de retomada de negócios pontuais no Mato Grosso para exportação.
– Vagas indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 88,00/90,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 86,00/88,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Neste momento opera na faixa de R$ 5,57. Ontem, atingiu o maior patamar dos últimos seis meses, chegando a trabalhar em R$ 5,62, diante da perspectiva de aumento da dívida pública, das incertezas econômicas e dos riscos fiscais; acabou fechando em R$ 5,595. (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).