Comentário de Mercado

SOJA – CBOT registra ligeira queda, cotada a U$ 12,35/novembro, ao chegar ao intervalo desta manhã de terça-feira. Ontem os principais vencimentos fecharam com alta de 16 cents diante do bom desempenho dos óleos vegetais e do petróleo.
– O mercado segue focado na colheita norte-americana, na intensificação das negociações externas e no ritmo do plantio no Brasil.
– No fim da tarde de ontem, o USDA informou que a colheita da safra de soja norte-americana chega a 73%, ante 82% da mesma semana do ano passado e 70% de média histórica. Na semana, houve evolução de 13 pontos percentuais.
– O USDA também informou ter inspecionado o embarque de 2,10MT de soja ao longo da última semana (que vai ganhando melhor ritmo). Na temporada, iniciada em primeiro de setembro, o volume chega a 8,13MT, ante 14,78MT do mesmo intervalo do ciclo passado.
– As exportações brasileiras de soja somaram 2,73MT até aqui, em outubro, informa a Secex. Na temporada, iniciada em fevereiro, o volume chega a 83,9MT, ante 80,3MT do mesmo intervalo do ano passado.
– Internamente, mercado segue calmo, tendo o câmbio como principal vetor dos preços. Prêmios são indicados entre 175/185. Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 167,00/168,00. Negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios de até R$ 2,00/3,00 por saca. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 172,00/173,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã com perdas de 2 cents, cotada a U$ 5,35/dezembro. Ontem, mercado fechou zerado nos principais vencimentos. Mercado opera no campo negativo pressionado pelo bom andamento da colheita nos EUA e pelos baixos volumes de embarque relatados pelo USDA.
– Em relatório divulgado pelo USDA no fim da tarde de ontem, a colheita nos EUA chega a 66%, ante 52% da semana anterior, 70% da mesma época do ano passado e média histórica de 53%.
– As inspeções de embarque de milho norte-americano na última semana ficaram aquém do esperado, com apenas 0,55MT. Eram aguardadas em pelo menos 1,0MT. No acumulado da temporada, iniciada em 1º de setembro, os embarques somam 4,71MT, ante 6,17MT do mesmo intervalo da temporada anterior.
– As exportações brasileiras de milho somam até aqui, em outubro, 1,40MT, informa a Secex. Na temporada, o volume chega a 11,94MT, ante 22,4MT do mesmo intervalo do ano passado.
-Além de rumores sobre a retomada de negociações de milho para a exportação, no Mato Grosso a indústria de biocombustíveis mostra números mais robusto, com aumento da demanda para a produção de etanol.
– No mercado interno, as indicações de compra se mantêm pressionadas, com ausência generalizada de compradores. Por outro lado, os produtores seguem com restrições de ofertas, aguardando por melhores oportunidades no período de entressafra. Com isso, o volume de negócios é limitado.
– Vagas indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 89,00/90,00 no oeste do estado, eventualmente com prazos alongados; em Paranaguá, entre R$ 86,00/88,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Opera em alta, a R$ 5,57; ontem, fechou em R$ 5,554. Na semana passada, o dólar voltou a registrar a cotação mais alta deste abril em resposta à perspectiva de aumento dos gastos do governo com o novo programa social, que implicará em aumento da dívida pública e em mais incertezas econômicas; além disto, há claros sinais de rompimento do teto fiscal. (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).