Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em leve baixa nesta manhã de quarta-feira, a U$8,84/março. Ontem, o pregão fechou estável.
O mercado busca ajustar-se às novas projeções do USDA – apresentadas ontem no relatório mensal de oferta e
demanda. Apesar de poucas alterações em relação aos meses anteriores, o que chama a atenção é a redução dos
estoques dos EUA em resposta ao aumento da demanda por parte da China. Por esta razão, analistas acreditam que, no
médio prazo, os fundamentos passam a ser positivos e tendem a impulsionar os preços.
De acordo com o relatório, os estoques finais dos EUA estão projetados em 11,55MT, queda de quase 1,5MT na
comparação com janeiro e abaixo de 50% dos estoques finais da temporada anterior, de 24,74MT. Na esperança de
que a China volte com força às compras, o USDA prevê aumento das exportações para 49,67MT, ante 48,31MT de
janeiro e 47,6MT do último ciclo.
As importações chinesas sobem 3,0MT em relação a janeiro, para 88MT. No ano passado foram 82,54MT. O mercado
acredita que a fase mais aguda da epidemia de peste suína africana tenha ficado para trás e o rebanho de suínos
começa a ser recomposto.
Paralelamente, o USDA prevê aumento da produção brasileira, para 125MT, 2,0MT acima da estimativa de janeiro.
Isto representa um novo recorde e a liderança mundial na produção de soja. No ano passado a colheita rendeu 117MT.
As exportações estão avaliadas em 77MT, ante 76MT do mês anterior e 74,6MT da última estação.
Atualizando números sobre o coronavírus: 45.200 casos confirmados; 1.115 mortes e 5.050 pessoas recuperadas.
Mercado doméstico segue com preços relativamente estáveis, suportados pelos níveis recordes da taxa de câmbio.
Prêmios portuários são negociados entre 60 e 70 cents. Indicações de compra no oeste do estado na faixa de R$
80,00/80,50, dependendo de prazos e de localização; porto, entre R$ 87,00/88,00.
Para efeito comparativo, em fevereiro do ano passado os preços, no oeste do Paraná, giravam entre R$ 72,00/73,00 por
saca (com Chicago oscilando entre U$ 9,00/9,20 e o câmbio entre R$ R$ 3,66/3,76). Em fevereiro de 2018, os preços
no oeste giravam na faixa de R$ 67,00/70,00 (com Chicago variando entre U$ 9,70/10,40 e o câmbio, entre R$
3,16/3,30).
MILHO – Contratos futuros em Chicago trabalham em leve baixa nesta manhã de quarta-feira, a 3,79/março. Ontem
pregão encerrou com perda de 2 cents.
O relatório mensal de oferta e demanda (WASDE), divulgado pelo USDA nesta terça-feira, não trouxe maiores
surpresas. Para os EUA, pesou negativamente a diminuição na exportação de milho (de 45,09MT em janeiro e
43,82MT em fevereiro); os estoques finais eram aguardados em 47,15MT; porém, o USDA manteve os 48,07MT do
mês anterior. Positivamente, para os EUA, foi o aumento na produção de etanol, que projeta um consumo de
137,80MT de milho, ante 136,56MT do relatório anterior.
OS dados de milho para o mundo são praticamente neutros. A produção mundial aumentou, de 1.110,84MT para
1.111,59MT; os estoques finais diminuíram de 297,81MT para 296,84MTMT. Ao mesmo tempo, a produção
brasileira ficou em 101MT, com exportações de 36MT. Na Argentina, a produção é prevista em 50MT, com
exportações da ordem de 33,5MT.
No Mercado interno, negócios são poucos e pontuais. Vendedores voltam a segurar venda, mas compradores
pressionam na outra ponta. Historicamente, este momento da temporada não é favorável ao aumento dos preços, com
disputa de fretes da safra de soja e aumento da oferta de milho verão. Porém, preços se mantém estáveis e, na maioria
das regiões, bem acima da paridade de exportação.
No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 45,50/46,50 e intenção de venda até na faixa R$ 47,00 –
dependendo de prazos e de localização. Porto, com indicações entre R$ 42,50/43,50 por saca.
(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA
DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ.
PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA
PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-
8383).
DÓLAR – Opera em alta, na faixa de R$ 4,34 – em novo recorde para a era Real. (GRANOESTE CORRETORA –
Camilo /Stephan).