Comentário de Mercado

SOJA – Preços da soja chegam ao intervalo nesta manhã de quarta-feira com perdas de 2 cents, a U$ 12,54/janeiro. Ontem, com Chicago rodando normalmente, os preços se apresentaram em alta de 7 cents, suportados pelos bons números de embarques dos EUA, por novas vendas para a China e pelas preocupações com a oferta global de trigo.
– Boa demanda tanto pelas indústrias locais quanto pelo setor exportador está voltando a dar suporte para os preços da soja. A expressiva alta do trigo, diante de problemas na safra norte-americana e em face da forte demanda, acaba dando apoio à soja e aos demais produtos agrícolas.
– Além disto, o mercado avalia com preocupações o forte aumento dos custos de produção que leva à seguinte situação: ou os preços se mantêm firmes e minimamente remuneradores ou cria-se um quadro de desestímulo, com queda na área semeada. Ambos os cenários promovem suporte para os preços.
– O USDA informou, ainda no fim da tarde de segunda-feira, que a colheita de soja dos EUA chega a 79%, ante 86% da mesa época do ano passado. A média histórica é de 81%. Nesta reta final o avanço da colheita está mais lento e alguns estados centrais, como Illinois, Indiana e Ohio, estão com os trabalhos abaixo da média nacional.
– O USDA informou ter inspecionado o embarque de 2,27MT de soja na última semana, elevando o total na temporada para 10,9MT, ante 17,2MT do mesmo intervalo da estação passada. Apesar do menor volume, os embarques vêm ganhando ritmo nas últimas três semanas, depois que terminais no Golfo do México, danificados por furacões, voltaram a operar normalmente.
– No mercado doméstico, o ritmo de negócios se mostra lento, em semana de feriado. Com certa estabilidade nos preços internacionais, a expectativa fica por conta da taxa de câmbio. Os prêmios se mostram mais enfraquecidos, indicados na faixa entre 130/150.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 166,00/167,00. Negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios de até R$ 2,00/3,00 por saca. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 169,00/171,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã de quarta-feira com perda de 2 cents, cotada a U$ 5,70/dezembro. Ontem, mercado fechou com queda de 6 pontos nos principais vencimentos. Apesar das recentes perdas, o milho na CBOT rompeu nos últimos dias a resistência estabelecida nos U$5,70/bushel.
– Em Chicago, o trigo chegou ao maior preço desde 2012, ao redor de U$8,00/bushel, promovendo suporte para o milho e para outros produtos agrícolas. Esta alta se deve a temores em relação à safra de inverno dos EUA e à intensificação da demanda global. Os contratos negociados em Paris atingiram os maiores níveis da história. Além da menor produção prevista nos EUA, o mercado está preocupado com o fluxo internacional de trigo uma vez que a Rússia aumentou a tarifa de exportação para assegurar o abastecimento interno.
– A colheita de milho nos EUA atinge 74%, de acordo com relatório do USDA, apresentado nesta segunda-feira. Na semana passada, o percentual era de 66%; em período equivalente do ano passado, de 81%; a média histórica é de 66% para esta época do ano.
– O USDA informou ter inspecionado o embarque de 0,62MT de milho na última semana, elevando o total da estação para 5,42MT, ante 6,91MT do mesmo intervalo do ano passado.
– Internamente, o ritmo de negócios deve seguir travado, especialmente numa semana de feriado, o que deixa o mercado ainda mais esvaziado. As indicações de compra se mantêm pressionadas, com pouca presença de compradores.
– Vagas indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 87,00/88,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 89,00/90,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Opera em leve alta, na faixa de R$ 5,68; na segunda-feira, fechou em R$ 5,670 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).