Comentário de Mercado

SOJA – Preços da soja chegam ao intervalo desta manhã de quinta-feira com perdas de 2 cents, a U$ 12,42/janeiro, dando sequência à pressão experimentada na sessão anterior, quando houve queda de 12 cents.
– Estes ajustes negativos são atribuídos a certa lentidão das vendas norte-americanas, ao bom avanço da colheita e à queda dos preços do petróleo. O bom ritmo do plantio no Brasil, que está em torno de 60%, também é tido como fator de contenção dos preços ao criar uma expectativa favorável para a oferta futura.
– O mercado também começa a se posicionar para o relatório de oferta e demanda de novembro, que será apresentado pelo USDA na semana que vem, no qual se espera um novo aumento da produtividade de milho de soja dos EUA.
– Os participantes seguem atentos em relação ao trigo, notadamente no clima adverso para a evolução da safra norte-americana, na aplicação de impostos na exportação do trigo russo e na consequente redução da oferta global. Os preços em Chicago estão nos maiores patamares em quase nove anos.
– O USDA acaba de divulgar que as exportações dos EUA totalizaram, na última semana, 1,86MT, no topo das expectativas do mercado.
– As exportações brasileiras de soja totalizaram 3,30MT durante outubro, informa a Secex. Na temporada, iniciada em fevereiro, o volume chega a 85,6MT, ante 83,7MT do mesmo período do ano passado.
– No mercado doméstico, o ritmo de negócios se mostra lento e com preços pressionados. Câmbio e preços internacionais estão mais comedidos. Os prêmios também se mostram mais enfraquecidos, indicados na faixa entre 120/140.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 163,00/164,00. Negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios de até R$ 2,00/3,00 por saca. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 167,00/168,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã com alta de 2 cents, cotada a U$ 5,66/dezembro. Ontem houve perdas de 9 cents. A movimentação dos preços do milho segue muito atrelada às nuances verificadas no trigo. Cerca de 20% da oferta mundial de trigo entra na composição de rações, em substituição ao milho.
– O mercado também segue atento à evolução da demanda, notadamente por causa do aumento da produção de etanol nos EUA. Segue no radar a evolução da colheita norte-americana, que entra na reta final.
– As vendas externas de milho dos EUA ficaram no topo da expectativa do mercado, com 1,22MT, informa o USDA –
– As exportações brasileiras de milho somaram 1,80MT de tons em outubro, elevando o total da estação para 12,35MT, ante 23,6MT do mesmo intervalo do ano passado.
– Internamente, o ritmo de negócios se mantém lento, com indicações de compra pressionadas e pouca presença de compradores.
– Vagas indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 87,00/89,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 87,00/88,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Opera em alta, na faixa de R$ 5,61. Ontem fechou em R$ 5,589, com queda de 8 centavos. (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).