Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera neste momento, manhã de segunda-feira, com queda de 3 cents, a U$ 12,02/janeiro. Na semana passada, o mercado se viu pressionado pelas perspectivas de melhor oferta e cedeu 3,6%, com a intensificação de vendas por parte de fundos.
– O mercado se posiciona para o relatório de oferta e demanda de novembro, que será divulgado pelo USDA nesta terça-feira. Analistas ouvidos por agências de notícias esperam um novo aumento nos índices de produtividade e de produção do país, podendo chegar aos 122,0MT. Se isto realmente acontecer, haverá um ajuste positivo nos estoques finais, dando mais tranquilidade ao setor consumidor e, consequentemente, mais relaxamento para os preços.
– As importações chinesas somam, de janeiro a setembro, 79,1MT de soja, queda de 5% no comparativo com o mesmo período do ano passado. A queda é atribuída ao longo período em que a indústria operou com margens de esmagamento baixas e até negativas. O USDA prevê as importações chinesas em 99,0MT neste ano e em 101,0MT no próximo.
– A produção brasileira de soja poderá alcançar 144,7MT, aumento de 5,4% no comparativo com as 137,3MT da última campanha. É o indica o novo levantamento da consultoria Safras & Mercado. A área é estimada em 40,5MH, crescimento de 4% sobre os 38,96MH semeados no ciclo passado. Ambos, área e colheita, em condições climáticas normais, irão bater novos recordes históricos.
– Em levantamento complementar, Safras &Mercado indica que a comercialização da última safra, em nível de Brasil, chega a 92%, ante 98,7% da mesma data do ano passado. A média histórica para esta época é de 94,6%.
– Para a temporada 2021/22, a consultoria indica que foi comercializado 30,6% de uma colheita estimada em 144,7MT, ante 55,1% da mesma época do ano anterior, com média histórica de 33%.
– O plantio da safra brasileira de soja chega a 64,6%, ante 54,2% da mesma data do ano passado e 54,4% de média. O levantamento é da consultoria safras & Mercado. Nos principais estados: MT, 96%; PR, 80%; GO, 79%; MS, 71%; MG, 65%; BA, 35% e RS, 16%.
– Internamente, a formação do preço foi triplamente atingida na última semana, com queda em todas as variáveis: CBOT, câmbio e prêmios. O ritmo de negócios se mantém lento, apesar de certo aumento da oferta. Prêmios nos portos são indicados na faixa entre 125/150.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 159,00/161,00. Negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios de até R$ 2,00/3,00 por saca. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 163,00/164,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT opera com leves perdas neste momento, cotada a U$5,52/dezembro. Na sexta-feira, o mercado fechou com queda de 6 pontos e, na semana, as perdas somaram mais de 20 cents ou algo como 4,5%. Investidores se posicionam frente ao relatório de oferta e demanda, que será divulgado amanhã pelo USDA.
– O relatório de oferta e demanda de novembro é bastante importante pois consolida a produção norte-americana. Há expectativa de aumento na produtividade do milho em cerca de 0,5 sc/ha, para 184,95 sc/ha e, consequentemente, aumento na produção do pais em pelo menos 0,5MT, podendo totalizar 382MT. Contrariamente, os estoques ao final da temporada 2021/22, são esperados em ligeira queda. O mesmo deve ocorrer com os estoques globais, que são esperados em 301,4MT.
– De acordo com a agência Safras & Mercado, o plantio de milho verão no Brasil atingiu 80%, ante 71% da mesma época do ano anterior e média de 74% dos últimos 5 anos. Por estado, os trabalhos chegam a 99,4% no Paraná, 98% no Rio Grande do Sul, 97,9% em Santa Catarina, 72,8% em São Paulo, 70,7% em Mato Grosso do Sul, 58% em Goiás/DF, 47,8% em Minas Gerais e 47% em Mato Grosso.
– Internamente, o ritmo de negócios se mantém lento, com indicações de compra pressionadas e pouca presença de compradores. A tendência é que haja certo aumento da oferta no decorrer das próximas semanas em face da preocupação em liberar espaço nos armazéns.
– Vagas indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 87,00/88,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 84,00/86,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Opera em forte alta, na faixa de R$ 5,59. Na última sessão, fechou em R$ 5,522, com queda de 9 centavos. (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).