Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega estável ao intervalo desta manhã de terça-feira, cotada a U$ 11,89/janeiro. Ontem o pregão fechou com queda de 17 pontos, em sequência ao momento de pressão vivido pelo mercado. Os investidores buscam ajustar as carteiras frente ao relatório de oferta e demanda que será divulgado pelo USDA logo mais e que pode indicar aumento da safra norte-americana.
– O mercado aguarda produção de soja norte-americana na ordem de 122MT, ante 121,06MT do report de outubro. Não é um aumento considerável, mas este volume representa uma safra cheia e a consolidação de níveis próximos de recordes históricos. Além disso, os EUA vêm de duas safras ruins e uma colheita cheia seria o retorno ao pleno da produção.
– Em relação à América do Sul, a safra brasileira também está indo muito bem, tanto em termos de evolução do plantio quanto em perspectivas de clima. Dentro da normalidade, poderemos ter uma safra brasileira cheia, projetada pelo USDA em 144,2MT.
– Na Argentina, analistas também espera uma safra com bons rendimentos. No relatório de outubro, o USDA apontou uma produção de 51,0MT, mas a expectativa do mercado é de que possa ser revista para algo como 53,0MT no relatório de hoje.
– A colheita da safra norte-americana atingiu 87% até o último domingo, ante 79% da semana passada, 91% de período equivalente no ano anterior e média de 88%.
– O USDA informou ter inspecionado o embarque de 2,64MT na semana passada. No acumulado do ano (que se iniciou em 1º de setembro), são 13,85MT, ante 20,02MT do mesmo intervalo do ano anterior.
– Internamente, a formação do preço vem sofrendo um revés em todas as frentes: CBOT, câmbio e prêmios. O ritmo de negócios se mantém lento, apesar de certo aumento da oferta. Prêmios nos portos são indicados na faixa entre 130/150.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 154,00/155,00. Negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios de até R$ 2,00/3,00 por saca. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 159,00/160,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – CBOT chega ao intervalo desta manhã com alta de 3 pontos, cotada a U$5,55/dezembro. Ontem, fechou com 1,5 de baixa nos principais vencimentos devido ao posicionamento de investidores frente ao relatório e também pela baixa procura pelo grão estadunidense.
– Analistas esperam aumento na produtividade do milho em cerca de 0,5 sc/ha, para 184,95 sc/ha e, consequentemente, aumento na produção do país em pelo menos 0,5MT, podendo totalizar 382MT. Contrariamente, os estoques, ao final da temporada 2021/22, são esperados em ligeira queda. O mesmo deve ocorrer com os estoques globais, que são esperados em 301,4MT.
– A colheita de milho nos EUA atingiu 84% até o último domingo, ante 74% da semana passada, 90% de mesma data no ano anterior e média de 78%.
– As inspeções de embarque de milho norte-americano ficaram em 0,56MT, enquanto mercado estimava 0,75MT. No acumulado, com início em 1º de setembro, os embarques somam 6,03MT, ante 7,6MT do mesmo intervalo do ano anterior.
– De acordo com o IMEA, a comercialização do milho 2020/21 no MT chega a 92,1%, sendo 4,6% a menos do que em período semelhante do ano anterior. Em relação à safra 2021/22, 36,7% já foi comercializado, com otimismo dos produtores em plantar a soja na janela ideal, e consequentemente, o milho safrinha no período mais adequado.
– Vagas indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 84,00/86,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 83,00/84,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.

CÂMBIO – Opera em baixa neste momento, na faixa de R$ 5,49. Na última sessão, fechou em R$ 5,543 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).