Comentário de Mercado

SOJA – Soja opera em leve alta neste momento, manhã de quinta-feira, nos futuros de Chicago. A posição janeiro é cotada a 12,19, com ganhos de 2 cents. Ontem houve ganhos de 5 cents, o que totaliza uma recuperação de quase 30 pontos nas últimas duas sessões e certa firmeza acima da importante marca de U$ 12,00.
– O mercado segue digerindo os números positivos do relatório de oferta e demanda de novembro, que reduziu a estimativa de colheita dos EUA em 0,6MT, para 120,4MT, ao invés de aumentar, como era a expectativa dos negociadores.
– Com a colheita norte-americana praticamente concluída e com números de safra bastante consolidados, as atenções se voltam para a América do Sul. No Brasil o plantio está ao redor de 70% e na Argentina, entre 15% e 20%.
– O USDA estima a colheita brasileira em 144,0MT, ante 138,0MT da última campanha; a Argentina tem colheita prevista em 49,5MT, contra 46,2MT do último ano.
– Enquanto isto, a Conab prevê a colheita da safra brasileira em 142,0MT, aumento de 3,5% sobre o ciclo anterior. A estimativa da companhia é de uma área de 38,53MH, acréscimo de 3,6%. Os dados fazem parte do segundo levantamento de safra, divulgado há pouco.
– Internamente, as indicações de compra se mantêm pressionadas e o ritmo de negócios, lento. Prêmios nos portos são indicados na faixa entre 130/150.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 155,00/156,00. Negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios de até R$ 2,00/3,00 por saca. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 160,00/161,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – Opera estável nesta manhã, cotado em U$5,69/dezembro. Ontem, pregão fechou com ganhos de 14 cents nos principais vencimentos; conta com uma recuperação de quase 20 cents nas últimas duas sessões.
– Algumas dúvidas a respeito da quantidade e qualidade do milho norte-americano pairam no ar nesta reta final de colheita. Além disto, boa demanda não só pelo milho, mas também pelo trigo, garantem sustentação para as cotações.
– A produção de etanol nos EUA teve queda acentuada, de 6%, na última semana no comparativo com a anterior. Porém, o mercado segue focado nos níveis recordes atingidos durante outubro. Portanto, no contexto geral, o esmagamento do cereal para questões energéticas segue firme. O USDA prevê o uso de 133,4MT de milho para a produção de etanol em 2021/22, contra127,7 do último ano e 123,4 do ciclo anterior.
– A Conab divulgou há pouco o segundo levantamento de safra da temporada 2021/22, estimando a colheita de milho em 116,7MT. Isto representa acréscimo de 34% sobre as 87,0MT do último ciclo – que foi duramente castigado por eventos climáticos extremos. A área está prevista em 20,9MH, aumento de 4,8%. A primeira safra está prevista em 28,6MT; a segunda (safrinha), em 86,3MT e a terceira, em 1,85MT.
– No mercado interno, percebe-se um ligeiro aumento da oferta, ainda que tímido e pontual. Isto tende a favorecer mais pressão sobre os preços em pontos localizados. Compradores se mantêm relativamente ausentes, seguindo a mesma toda das últimas semanas, sem muito apetite por compras.
– Vagas indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 83,00/85,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 83,00/84,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Opera em baixa neste momento, na faixa de R$ 5,45. Na última sessão, fechou em R$ 5,501. (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).