Comentário de Mercado

SOJA – Soja opera em leve queda nos futuros de Chicago nesta manhã de terça-feira, a U$ 12,54/janeiro. Na última semana, os ganhos foram de quase 5%, com forte impulso vindo do relatório do USDA de novembro, que apresentou a safra norte-americana com produção abaixo do esperado.
– O mercado se mantém atento quanto à evolução da safra sul-americana em face da ocorrência do fenômeno La Niña, que indica menor volume de chuvas para a porção sul do Brasil e em partes da Argentina.
– Ontem (com pregão normal em Chicago), os preços subiram mais de 1%. A demanda se mostra mais robusta, com aceleração das exportações norte-americanas e aumento do esmagamento interno.
– A associação das esmagadoras dos EUA informou que foram processadas 5,01MT de soja durante outubro, o terceiro maior volume mensal da história.
– No fim da tarde de ontem o USDA divulgou levantamento semanal, indicando que 92% das áreas de soja já estão colhidas, ante 95% de um ano atrás e 93% de média histórica. Na semana, houve avanço de apenas 5 pontos percentuais.
– O USDA informou ter inspecionado o embarque de 2,07MT de soja na semana passada, elevando o total da temporada para 16,2MT, ante 22,6MT do mesmo intervalo do ciclo passado. Exportadores privados anunciaram, nesta segunda-feira, a venda de um lote de soja de quase 300 mil tons.
– O plantio da safra brasileira alcança 77,6%, ante 67,3% da mesma época do ano passado e 66,9% de média histórica. Na semana houve avanço de 13 pontos percentuais. Os dados fazem parte do levantamento semanal realizado pela consultoria Safras & Mercado, divulgado às sextas-feiras. Por estado, os índices são: MT, 99%; MS, 96%; PR e GO, 92%; MG, 78%; BA, 68% e RS, 30%.
– Internamente, as indicações de compra reagiram aos ganhos observados em Chicago; porém, o volume de negócios segue bastante lento, uma vez que os recentes ganhos trouxeram de volta a esperança de preços mais atrativos no pico da entressafra. Prêmios nos portos são indicados entre 120/135.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 160,00. Negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios de até R$ 2,00/3,00 por saca. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 164,00/166,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – Opera em leve queda nesta manhã, cotado em U$5,75/dezembro. Ontem, o pregão fechou com perdas de 1 cent nos principais vencimentos; porém nas últimas quatro sessões os ganhos foram de quase 5%, impulsionados pela boa demanda e, sobretudo, pelos fortes ganhos no pit do trigo (que ultrapassou a importante marca de U$ 8,00 por bushel, no maior patamar em cerca de oito anos).
– A colheita norte-americana de chega a 91%, ante 84% da semana passada, 94% da mesma época no ano anterior e média histórica de 86%. Os dados são do USDA e foram divulgados ontem, no fim da tarde.
– Os preços do milho tiveram alta expressiva na última semana. O suporte vem dos excepcionais ganhos no trigo e, também, por números recordes na produção de etanol e pela boa performance das exportações. Em contrapartida, a colheita dos EUA segue em bom ritmo e as projeções indicam uma safra cheia, próximas dos recordes históricos.
– O USDA informou ter inspecionado o embarque de 0,86MT de milho na última semana. No acumulado da temporada, os embarques somam 7,0MT, ante 8,5MT do mesmo intervalo do ano anterior.
– No mercado interno, percebe-se um ligeiro aumento da oferta, ainda que tímido e pontual. Isto tende a favorecer mais pressão sobre os preços em pontos localizados. Compradores se mantêm relativamente ausentes, seguindo a mesma estratégia das últimas semanas, sem muito apetite por compras.
– Vagas indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 83,00/85,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 83,00/85,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.

CÂMBIO – Opera em leve baixa neste momento, na faixa de R$ 5,44. Na última sessão, fechou em R$ 5,458. (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).