Comentário de Mercado

SOJA – Preços da soja retomam o campo positivo nesta manhã de quarta-feira e operam com alta de 7 cents, a U$ 12,58/janeiro. Ontem houve perdas de 6 cents nos principais vencimentos. O mercado vê com o otimismo a reunião (virtual) entre os presidentes dos EUA e da China e avalia que a tendência é que resulte em aumento da demanda pelos produtos agropecuários norte-americanos.
– Além disto, os volumes de embarque dos EUA melhoraram bastante nas últimas semanas, depois que os terminais do Golfo, atingidos por furacões, voltaram a plena carga. Ainda há um atraso significativo em relação ao ano passado, 16,2MT contra 22,6MT, mas, ultimamente, se verifica um progresso robusto.
– O esmagamento da indústria norte-americana também está em alta em face da boa demanda pelos subprodutos, tanto para biocombustíveis quanto para alimentação animal. Em outubro, o volume mensal processado foi o terceiro maior da história.
– O mercado seguirá centrado nos números finais da colheita dos EUA; no ritmo da demanda e no acompanhamento da safra sul-americana (sobretudo quanto ao comportamento do clima, em ano de La Niña).
– Boletim da Conab indica que o plantio da safra brasileira de soja chega a 79,2%, ante 69% da mesma época do ano passado.
– As exportações brasileiras de soja somam, até aqui, em novembro, 1,54MT, informa a Secex. No acumulado, o volume chega a 86,05MT, ante 81,9MT do mesmo intervalo da temporada passada.
– Internamente, as indicações de compra vêm reagindo aos recentes ganhos observados em Chicago. O ritmo de negócios está mais ativo em face de preços em alta e diante da necessidade de desocupação de armazéns. Prêmios nos portos são indicados entre 125/140.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 160,00/161,00. Negócios pontuais para indústrias locais podem ter ágios de até R$ 2,00/3,00 por saca. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 165,00/167,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – Opera em leve alta nesta manhã, cotado em U$5,72/dezembro. Ontem, o pregão fechou com perdas entre 5 e 6 cents nos principais vencimentos.
– Apesar da queda de ontem, basicamente por vendas de fundos, o mercado internacional de milho se mantém aquecido em razão da demanda aquecida.
– Além disso, o trigo, que ontem fechou com baixa de 16 pontos, volta ao campo positivo na sessão de hoje, subindo pela 7ª vez em 8 pregões. Esse movimento de alta é resultado da diminuição de estoques de fornecedores chave do Hemisfério Norte. Os preços se mantêm acima de U$ 8,00 e, ultimamente, tem atingido o maior patamar desde 2013.
– A Secex informa que foram exportadas 1,08MT de milho na primeira quinzena de novembro. De fevereiro, início da temporada, até agora, os embarques somam 13,4MT, ante 25,8MT do mesmo intervalo do ciclo passado.
– A CONAB aponta o plantio de milho verão em território nacional em 64%, ante 54,4% da semana anterior e 56% do mesmo período no ano passado.
– No mercado interno, percebe-se um ligeiro aumento da oferta. Isto segue favorecendo a pressão sobre os preços em pontos localizados. Compradores, em geral, se mostram bem abastecidos e, portanto, permanecem relativamente ausentes, seguindo a mesma estratégia das últimas semanas, sem muito apetite por novas compras.
– Vagas indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 83,00/84,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 83,00/85,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Opera em leve baixa neste momento, na faixa de R$ 5,49. Na última sessão, fechou em R$ 5,499. (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).