Comentário de Mercado

SOJA – Preços da soja operam em baixa de 6 cents na Bolsa de Chicago, neste momento, manhã terça-feira, a U$ 12,67/janeiro. Ontem houve ganhos da ordem de 11 pontos nos principais vencimentos, com suporte do trigo, que vive o melhor patamar em cerca de nove anos, e do petróleo. Por ora, investidores miram a realização de lucro e aceleram a venda de posições.
– A colheita da safra norte-americana entra na reta final. Segundo o USDA, está em 95%, ante 98% da mesma data do ano passado e 96% de média histórica.
– O USDA informou ter inspecionado o embarque de 1,68MT de soja na última semana, elevando o total da estação para 18,2MT, ante 24,8MT do mesmo intervalo do ano passado. Nas últimas semanas melhorou o ritmo dos despachos, porém, o volume total ainda é 25% abaixo daquele apurado no mesmo período do ciclo passado. Por outro lado, o consumo interno segue firme, com forte ritmo das indústrias de esmagamento para atender ao aumento da demanda por rações e por biodiesel.
– As exportações brasileiras de soja somam, até aqui, em novembro, 1,94MT – informa a Secex. Na temporada, iniciada em fevereiro, o volume chega a 86,4MT. Em igual período do ano passado, o volume era de 82,2MT.
– Com a melhora dos preços, a comercialização doméstica ganha melhor ritmo. Produtores e cerealistas buscam negociar volumes remanescentes para abrir espaço para a nova safra.
– Levantamento da consultoria Safras & Mercado do início do mês indicava que havia ainda 8% do total colhido para ser comercializado. Este volume está bem acima de anos anteriores. Na mesma época do ano passado o percentual era de apenas 1,3%, com média histórica próxima de 5%.
– Em relação à temporada 2021/22, o levantamento indica que 30,6% já foi comercializado ante 55,1% da mesma época do ano passado e 33% de média histórica.
– Prêmios nos portos são indicados entre 140/160 no mercado spot e entre 45/50 para fevereiro.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 167,00/168,00. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 172,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – Na CBOT, milho opera em queda de 2 cents nesta manhã, cotado em U$5,74/dezembro. A última sessão fechou com ganhos entre 6 e 7 cents nos principais vencimentos, impulsionados pelos ganhos do trigo e uma demanda maior por milho nos EUA para a produção de etanol.
– A colheita de milho nos EUA chega a 95%, ante 91% da semana passada, 97% do ano anterior e 92% de média. Os dados foram divulgados pelo USDA no fim da tarde de ontem.
– Segundo dados da Conab, o plantio de milho verão no Brasil alcança 70,3%. Na semana anterior, o percentual era de 63% e na mesma semana do ano passado, de 63,3%.
– De acordo com a SECEX, as exportações de milho brasileiro somam 1,62MT até aqui, em novembro. Na temporada, iniciada em fevereiro, o volume chega a 13,9MT, ante 25,0MT do mesmo intervalo do ano passado.
– No mercado interno, percebe-se certa melhora no ritmo de negócios, com mais compradores mostrando interesse. Do lado vendedor, mais lotes são colocados à venda, embora as pedidas estejam em patamares mais elevados e, por vezes, longe do interesse comprador. De um lado, aumenta a necessidade de reposição de estoques e, de outro, a necessidade de liberar espaço para acomodação da próxima colheita.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 83,00/84,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 87,00/88,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Opera em alta neste momento, na faixa de R$ 5,63. Ontem, fechou em 5,594 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).