Comentário de Mercado

Ontem, feriado de Ação de Graças nos EUA, não teve pregão na Bolsa de Chicago. Também não houve sessão noturna. O pregão de hoje, que será bastante esvaziado, começa logo mais, às 11h30, e termina uma hora mais cedo que o normal.
Ontem, sem a referência de Chicago, o mercado interno ficou travado. Para a soja, as indicações de compra se mostram mais contidas, notamente pela queda da taxa de câmbio. Tendência é de muita volatilidade pela frente, com foco na demanda pelo produto norte-americano e no comportamento do clima na América do Sul.
Enquanto que, para o milho, o mercado se mostra mais firme, com redução da oferta e aumento do interesse comprador. Clima durante a evolução da safra terá papel decisivo na formação do preço.
Taxa de câmbio, que neste momento opera em forte alta, a R$ 5,63 (ontem fechou em R$ 5,565), deve oscilar muito no decorrer, influenciado sobretudo por fatores domésticos: estouro do teto de gastos, termos e ajustes do Auxilio Brasil, discussões sobre pagamento dos precatórios, embate com o SFT sobre emendas secretas, persistência da inflação, redução dos índices de crescimento da economia e embate político em face das eleições de 2022. Fatores externos, como a possível elevação dos juros nos EUA e redução do ritmo de crescimento da economia mundial com o aumento de casos de covid, também entram na conta do câmbio. (Granoeste – Camilo / Stephan).