Comentário de Mercado

SOJA – Futuros da soja em Chicago operam em alta de 6 cents, a U$ 12,59/janeiro, neste momento, manhã de segunda-feira, recuperando-se de parte das perdas de até 14 cents da última sexta-feira. Na semana passada, houve perdas de 1%. Porém, ao longo de novembro, depois de um começo sob pressão, os preços voltaram a ganhar força depois que o relatório de oferta e demanda indicou a produção norte-americana abaixo do esperado pelo mercado.
– O mercado vive um momento de aversão ao risco diante do rápido avanço da nova variante do coronavírus. Tudo indica, porém, que, no caso dos alimentos, a pressão momentânea, muito mais técnica do que fundamental, será limitada diante da consistência da demanda.
– O plantio da safra brasileira de soja chega a 90,6%, ante 83,3% da mesma época do ano passado e 85,7% de média histórica. Na semana houve progresso de 6 pontos percentuais. O levantamento é da consultoria Safras & Mercado. No MT e MS os trabalhos então finalizados; no PR, está em 99%; em MG, 98%; na BA, 85% e no RS, 69%.
– O Brasil segue exportando soja em bom volume, mesmo no período de entressafra. Apesar do recorde de comercialização antecipada, o ritmo não foi o mesmo após a colheita. Os estoques ainda remanescentes são os maiores dos últimos anos, entre 5% e 6% e a indústria se mostra abastecida. Por esta razão, é possível que os preços de exportação sigam como principal referência mesmo no período de entressafra e não haja grandes sobressaltos de preços por parte do setor esmagador interno, como é comum nesta época do ano.
– O line-up de navios indica que as exportações de novembro podem atingir 2,5MT, ante 1,4MT de novembro do ano passado. No acumulado, os embarques do chegam a 86,5MT, ante 81,8MT do mesmo intervalo da estação passada.
– Prêmios nos portos são indicados entre 120/150 no mercado spot e entre 35/50 para fevereiro.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 165,00/166,00. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 170,00/171,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – Na CBOT, o milho opera praticamente zerado neste momento, cotado em U$5,86/dezembro. Na sexta-feira, a sessão foi mais curta e registrou ganhos entre 6 a 7 cents nos principais vencimentos, fechando em alta pelo 4º pregão consecutivo, impulsionado pela boa demanda. Na semana passada, a posição dezembro subiu 2,7%.
– As vendas de milho norte-americano, na semana encerrada em 18 de novembro, totalizaram 1,43MT, o melhor volume semanal da temporada. No acumulado, as exportações somam 34,4MT, ante 38,3MT do mesmo intervalo do ciclo passado.
– Enquanto isto, no Brasil, o line-up de navios indica certa retomada das exportações em face da queda dos preços domésticos e podem chegar a 2,9MT em novembro (ante 4,9MT de novembro do ano passado). No acumulado da estação, o volume chega a 14,0MT, ante 27,0MT do mesmo período do ciclo anterior.
– O plantio da safra de milho verão atinge 92,6% em território nacional, de acordo com a agência Safras & Mercado, ante 93,7% do mesmo período do ano anterior. O plantio está concluído nos estados do RS, SC, PR, SP e MS, e atinge 96,7% em GO/DF, 90,4% no MT e 73% em MG.
– O mercado interno sinaliza certa melhora no ritmo de negócios, com mais compradores mostrando interesse. Do lado vendedor, percebe-se diminuição da oferta ou aumento dos preços sugeridos para venda. De um lado, cresce a necessidade de reposição de estoques; porém, do outro, mesmo com retenção dos volumes da oferta, logo aparecerá a necessidade de vendas para liberar espaço para acomodação da próxima colheita.
– A queda de preços das últimas semanas despertou o interesse por negócios na exportação, com suporte vindo do câmbio e da firmeza dos preços internacionais. Isto chama a atenção das integrações produtoras de carnes, que são grandes consumidoras de milho. Se escapar mais produto pelo canal externo, como indica o line-up de navios, diminuirá a disponibilidade interna, com implicações futuras sobre os preços e sobre os volumes de importação, num ano em que o quadro de oferta e demanda se mostra extremamente apertado.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 83,00/85,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 88,00/89,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Opera em leve alta neste momento, na faixa de R$ 5,60. Na última sessão, encerrou em R$5,595 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).