Comentário de Mercado

SOJA – Os preços da soja buscam recuperar-se das fortes perdas sofridas nas duas primeiras sessões da semana e operam em alta de 9 cents, a U$ 12,27/janeiro, neste momento, manhã de quarta-feira.
– Ontem, porém, as perdas foram acentuadas; o pregão fechou com queda de 25 cents. Entre segunda e terça-feira, as perdas chegaram a 3%, num intenso movimento de vendas, com investidores buscando opções mais seguras, fugindo de ativos de risco em face das incertezas geradas pela nova variante do coronavírus.
– Em sintonia, todos os demais mercados perderam força. Somente ontem, o óleo caiu 5,5%; o milho cedeu 2,5% e o trigo, mais de 4%. Os mercados de ativos financeiros, mundo afora, também afundaram no campo negativo; o mesmo aconteceu com o petróleo, que fechou com queda de 4%.
– Além das incertezas sanitárias, que levam a dúvidas sobre a retomada do crescimento da economia mundial, o plantio da safra brasileira entra na reta final, com cerca de 95% já realizado e, por enquanto, se desenvolve dentro da normalidade. Na Argentina o plantio ultrapassa os 50%.
– No Paraná, o DERAL informa que 99% da área está semeada; 91% das lavouras são avaliadas em boas condições; 8%, médias e 1%, ruins. Quanto ao estágio, 3% estão em formação de vagens/grãos; 24%, em floração; 71%, em desenvolvimento vegetativo e 2%, em germinação.
– Em face da recente queda de preços, o mercado doméstico se mantém lento, com negócios apenas pontuais. Prêmios nos portos são indicados entre 125/140 no mercado spot; entre 45/55 para fevereiro.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 162,50/163,50. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 166,50/168,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – Na CBOT, o milho opera em alta de 5 pontos neste momento, cotado a U$5,72/dezembro. Ontem, a sessão registrou perdas entre 14 e 15 cents nos contratos mais próximos, diante de temores com a nova variante do coronavírus. As inspeções de embarques dos EUA ficaram abaixo do esperado e adicionaram pressão sobre os preços.
– Em novembro, o milho, que vinha estável e até mostrando ganhos, acabou registrando perdas de mais de 2%, por conta da pressão vivida nas duas últimas sessões do mês.
– Mercados seguem tensos com a perspectiva da variante ômicron, que pode diminuir a demanda por commodities e manter os preços achatados. Até que não se tenha um bom entendimento sobre os impactos dessa nova variante, o mercado pode continuar de lado e até enfraquecido, com investidores fugindo de ativos de risco, como é o caso dos produtos agrícolas.
– De acordo com o DERAL, no Paraná, 95% das lavouras de milho estão em boas condições de evolução e 5% em situação regular. Quanto aos estágios: desenvolvimento vegetativo, 67%; floração, 26%; e frutificação, 7%. O Departamento estima a colheita de milho verão em 4,19MT, ante 3,11MT da safra passada. A produtividade é esperada em 162 scs/ha, contra 139 scs/ha do ano passado. A área está prevista em 430 mil hectares, 15% superior aos 372,7 mil hectares cultivados na safra verão 2020/21.
– A queda de preços dos últimos meses despertou o interesse por negócios na exportação, com suporte vindo do câmbio e da firmeza dos preços internacionais. Isto chama a atenção das integrações produtoras de carnes, que são grandes consumidoras de milho.
– Se escapar mais produto pelo canal externo (o line-up de navios indica exportações de cerca de 3,0MT em novembro), diminuirá a disponibilidade interna, com implicações futuras sobre os preços e sobre os volumes de importação, num ano em que o quadro de oferta e demanda se mostra extremamente apertado.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 84,00/85,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 87,00/88,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Opera em leve queda neste momento, na faixa de R$ 5,61. Ontem encerrou em R$5,637 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).