Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em ligeira baixa nesta manhã de segunda-feira, a U$ 8,30/maio. A última sessão registrou queda de 7 cents. Entre Ganhos e perdas a semana passada acabou permanecendo estável. No ano, porém, a queda é de quase 12%.
– A demanda, ainda pouco consistente, sobretudo nos EUA, é fator limitante para a retomada dos preços.
– Mercado segue atento aos desdobramentos da pandemia de coronavírus e suas implicações negativas sobre o crescimento econômico.
– Aos poucos, a China se apresenta para comprar mais soja nos EUA. Na última semana, foram cerca de 500 mil tons. Volume tende a aumentar, sobretudo com a redução da disponibilidade no BR. Mas, há, ainda, muitas dúvidas e expectativas sobre isto.
– Nos EUA, a redução da demanda por milho (menor consumo de etanol e de rações), poderá redundar em mais área para a soja. Logo mais, à tarde, o USDA irá atualizar os índices de plantio. Na semana passada, 2% havia sido semeado / no milho o índice era de 7%.
– Colheita no BR chega a 94,3%, ante 96% da mesma data do ano passado e 94,5% de média histórica (Safras & Mercado). Nos principais estados os trabalhos estão finalizados; saldo por colher está no RS e nos estados do Matopiba.
– No Brasil, a nova crise política, somada ao drástico impacto socioeconômico da pandemia, promoverá mais nervosismo, mais instabilidade e mais oscilações na taxa cambial, que tem sido o fator preponderante na elevação dos preços domésticos, que chegaram a bater em R$ 100,00 no oeste do estado, dependendo de local e de prazos de pagamento.

MILHO – CBOT opera em baixa de 6 cents nesta manhã de segunda-feira, a U$ 3,10/maio. BMF trabalha a R$ 47,39, 0,23% de baixa.
– De acordo com a agência Reuters, a fraca demanda por Etanol nos EUA está resultando em fechamento de diversas indústrias e pressionando os preços.
– Reportado por agências de notícias, a consultoria Agroconsult, prevê que o Brasil tenha que importar cerca de 3MT de milho até a entrada da safrinha / segundo a consultoria, a importação apresenta preços próximos das indicações de venda do mercado interno.
-Alguns fatores importantes para o mercado de milho para esta semana:
* petróleo com preços muito baixos, limitando a demanda por etanol;
* limitação geral da demanda;
* exportações fracas dos EUA;
* entrada da safra argentina;
* clima no Meio-Oeste dos EUA propício para avanço do plantio;
*mercado brasileiro, notadamente mato-grossense, participando mais intensamente das exportações, devido a alta do câmbio;
* perdas já computadas da safrinha com estiagem em algumas das principais áreas de cultivo;
* Câmbio em níveis recordes.
– Mercado se mantém retraído e travado. Volume de oferta tem sido maior nas últimas semanas. Porém, há ainda um longo caminho até a chegada da safrinha ao mercado e crescem as expectativas de retomada das altas de preço. Vagas indicações de compra – no oeste do estado – na faixa de 42,50/43,50.
CÂMBIO – Opera em baixa em cerca de 1%, a R$ 5,61 (Granoeste – Camilo – Stephan).