Comentário de Mercado

SOJA – Os preços da soja registram perdas de 8 cents, U$ 12,52/janeiro, neste momento, manhã de quinta-feira, nos futuros de Chicago. Ontem, depois de trabalhar no campo negativo, os preços reagiram e fecharam em alta de 10 pontos.
– Investidores seguem ajustando suas carteiras frente ao relatório de oferta e demanda, que será apresentado logo mais à tarde. Ainda pela manhã tem o relatório semanal de exportações, que irá mostrar mais claramente o tamanho do apetite dos países importadores.
– Em relação ao quadro de oferta e demanda, analistas aguardam um ligeiro aumento dos estoques norte-americanos e mundiais. O mercado está atento também à dimensão das exportações dos EUA. As negociações externas se mostram mais lentas neste ciclo e o Brasil, mesmo na entressafra, vem ocupando certo espaço historicamente preenchido pelo produto norte-americano. Não está descartado algum ajuste negativo nas compras por parte da China.
– As preocupações se avolumam com a persistência do clima quente e seco em extensas áreas do sul do Brasil e da Argentina. O noticiário internacional vem dando mais atenção a possíveis perdas.
– A Conab acaba de divulgar o 3º levantamento de safra da temporada 2021/22, estimando a produção brasileira de soja em 142,8MT, acréscimo de 4% sobre as 137,3MT da estação anterior. Em novembro, a estimativa da Conab era de 142,0MT. A área semeada alcança 40,35MH, ante 38,93MH da temporada anterior, aumento de 3,6%. As exportações estão previstas em 90,7MT, contra 85,8MT deste último ano e o esmagamento interno, em 52,1MT, ante 51,9MT.
– O mercado interno segue lento, monitorando os desdobramentos do clima e no aguardo dos números do novo relatório de oferta e demanda. De maneira geral, os participantes passaram a adotar uma atitude mais restritiva quanto às ofertas.
– Prêmios nos portos são indicados entre 90/120 para janeiro; entre 45/55 para fevereiro.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 160,00/161,00. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 164,00/165,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – Na CBOT, milho opera zerado neste momento, cotado a U$5,87/março. Ontem o pregão fechou praticamente estável. Fundos e investidores se posicionam frente ao relatório mensal de oferta e demanda (WASDE), que será divulgado pelo USDA hoje à tarde.
– O relatório de oferta e demanda não deverá trazer maiores novidades. A produção de milho norte-americano já está praticamente definida em 382,6MT. Algum ajuste é esperado nos estoques finais, com pequena queda tanto nos estoques mundiais, quanto nos estoques dos EUA, que são avaliados na média de diversas consultorias em 304,2MT e em 37,7MT, respectivamente.
– A Conab divulgou há pouco o levantamento de safra referente a dezembro, projetando a produção brasileira de milho em 117,2MT, aumento de 34,5% frente às 87,0MT da última temporada. A área terá aumento de 5,1% e a produtividade, aumento de 28%, frente ao ciclo anterior. A safra de verão é estimada em 29,1MT, ante 24,7MT de 2020/21. A safrinha é esperada em 86,3MT, contra 60,7MT; já, a terceira safra (produção do Nordeste) é estimada em 1,85MT.

– Enquanto as exportações vêm ganhando força nos últimos dois meses, em sentido contrário o Brasil segue registrando crescentes volumes de importações de milho. Em novembro, o país importou 0,62MT. Na temporada, iniciada em fevereiro, o volume chega a 2,48MT. O estado com maior participação é o PR, com 1,25MT; em seguida vem o RS, com 0,66MT e SC, com 0,47MT. Na temporada 2019/20, que foi o recorde anterior, o volume importado totalizou 1,59MT; no ano passado foram 1,45MT. Os números foram apresentados pela agência Safras & Mercado.
– A queda de preços internos dos últimos meses despertou o interesse por negócios no exterior, tanto que as exportações em novembro, segundo a Secex, somaram 2,4MT, ante 1,79MT de outubro e podem ultrapassar 3,5MT em dezembro. Câmbio e preços internacionais mais firmes ajudaram nesta conta.
– Produtores se mantêm recuados, devido a irregularidades climáticas. O interesse por vendas só aparece a preços mais altos. O ambiente de negócios e formador do preço vem mudando em razão de duas variáveis: retomada das exportações e perspectiva de queda da produção da safra de verão.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 85,00/86,00 no oeste do estado; vendedores firmam indicações ao redor de R$ 90,00. Em Paranaguá, entre R$ 87,00/89,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Opera em leve alta neste momento, na faixa de R$ 5,54. Ontem fechou em R$5,535 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).