Comentário de Mercado

SOJA – Na CBOT, os preços da soja operam em queda de 7 cents, a U$ 12,60/janeiro, neste momento, manhã de segunda-feira. Entre altas e baixas, na semana passada os preços permaneceram praticamente inalterados.
– O relatório de oferta e demanda de dezembro, apresentado na última quinta-feira, não trouxe qualquer novidade significativa. Para os EUA foi mantida a produção em 120,4MT e os estoques finais em 9,25MT. Em termos globais, sim, houve corte superior a 2,0MT na produção, para 381,8MT e um corte similar nos estoques finais, que são estimados em 102,0MT.
– Curiosamente, a menor produção global vem com a redução da colheita da China. O USDA avalia que os chineses devem produzir apenas 16,4MT, ante 19,0MT previstos no mês passado e 19,6MT produzidas na safra anterior. As importações, porém, foram mantidas em 100,0MT para 2021/22.
– O mercado segue monitorando de perto o consumo chinês, que se mostra um tanto mais largado nos últimos meses, com margens de rentabilidade enfraquecidas tanto na indústria processadora de soja, quanto na das granjas produtoras de suínos.
– A seca que assola diversos estados do Sul do Brasil, é outro fator preponderante que deve dominar o noticiário neste final de ano e impactar a formação do preço. Paraná e Rio Grande do Sul, segundo e terceiro maiores produtores de soja do país estão na rota desta onda de estiagem, provocada pela intensificação do La Niña.
– O plantio da safra brasileira de soja chega a 96,8%, ante 93,5% da mesma época do ano passado e 95,2% de média histórica. Os dados são da consultoria Safras & Mercado. Na maioria dos estados os trabalhos estão finalizados. Na Bahia, está em 95% e no Rio Grande do Sul, em 89%.
– Em outro levantamento, Safras & Mercado aponta boa quantidade de soja ainda disponível no interior do Brasil ao indicar que a comercialização da safra 2020/21 alcança 93,6%, ante 98,9% da mesma época do ano passado e 96,6% de média histórica. No início de novembro o índice era de 92%. Para a próxima temporada, 32,5% já foi comercializado, ante 56,5% da mesma data do ano anterior.
– O mercado interno segue lento, monitorando os desdobramentos do clima e possíveis reflexos sobre os preços. Os participantes vêm adotando uma atitude mais restritiva quanto às ofertas.
– Prêmios nos portos são indicados entre 100/130 para janeiro; entre 48/55 para fevereiro.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 163,00/164,00. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 167,00/168,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – Na CBOT, milho opera em queda de 2 pontos neste momento, cotado a U$5,88/março. Na semana passada houve ganhos de 1%. Mercado opera no campo negativo, com investidores vendendo posições acumuladas nas últimas sessões.
– O clima no RS e, por extensão, em todo o sul do Brasil, segue bastante seco, aumentando as preocupações com a safra de milho. Estimativas indicam perdas entre 30% e 50% no Rio grande do Sul. No PR, as tensões com ausência de chuvas também estão a flor da pele. Alguns índices estão previstos para esta semana; porém, as previsões têm sido adiadas cada vez mais. Caso não ocorram chuvas de imediato, a safra do Paraná também entrará no cômputo das perdas.
– O Brasil voltou a intensificar o volume de exportações de milho, contrariando todas as projeções. Isto é reflexo da queda dos preços internos a partir de setembro, com manutenção de bons preços internacionais e câmbio firme. O Line-up dos navios indica embarques de 3,6MT de milho em dezembro. Em novembro, foram 2,4MT e em outubro, 1,8MT.
– Produtores se mantêm recuados devido a irregularidades climáticas e estão no aguardo de uma sólida reação dos preços. O interesse por vendas em bons volumes só aparece a preços bem acima daqueles indicados pelas integradoras. O ambiente de negócios e formador do preço vem mudando em razão de duas variáveis: retomada das exportações e perspectiva de queda da produção da safra de verão.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 86,00/87,00 no oeste do estado; vendedores firmam indicações acima de R$ 90,00. Em Paranaguá, entre R$ 87,00/89,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Opera em linha neste momento, na faixa de R$ 5,61. Ontem fechou em R$5,614 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).