Comentário de Mercado

(ESTE BOLETIM VOLTARÁ A CIRCULAR A PARTIR DE MEADOS DE JANEIRO. VOTOS DE BOAS FESTAS E UM ESPETACULAR ANO NOVO A TODOS OS PARCEIROS DE NEGÓCIOS E FAMILIARES)

SOJA – Os contratos futuros negociados com soja na CBOT chegam ao intervalo desta manhã de terça-feira, em alta de 4 cents, a U$ 12,48/janeiro. Ontem houve perdas superiores a 20 cents, diante de perspectivas de chuvas nas áreas secas do sul do Brasil.
– De qualquer maneira, apesar das previsões otimistas, as precipitações se mostram isoladas e com baixo volume; muitas regiões tendem a passar em branco, aumentando ainda mais as preocupações.
– As previsões climáticas não são nada animadoras para a porção sul do Brasil e partes da Argentina. O atual evento do La Niña se mostra um dos mais intensos e mais abrangente dos últimos anos. O mercado seguirá monitorando de perto o desenrolar deste fenômeno nesta virada de ano, que deverá impactar diretamente a formação do preço.
– O USDA informou ter inspecionado o embarque de 1,72MT de soja na última semana. Na temporada o volume chega a 25,5MT, ante 32,3MT do mesmo período do ano passado.
– Além do clima na América do Sul, o mercado seguirá atento em relação ao ritmo da demanda chinesa. O atraso dos embarques nos EUA provocou mais vendas por parte do Brasil. Margens menores na China, tanto por parte das esmagadoras quanto dos produtores de suínos, levantam dúvidas sobre o volume de soja a ser importada neste ciclo.
– Enquanto isto, no Brasil, a Secex informa que nas duas primeiras semanas de dezembro foram embarcadas para o exterior 1,15MT de soja, elevando para 88,2MT o total desta temporada, ante 82,8MT do mesmo intervalo do ano passado.
– O mercado interno se mantém praticamente paralisado, numa atitude bastante restrita quanto a ofertas. Produtores seguem monitorando os desdobramentos do clima, bem como o impacto que podem gerar sobre os preços.
– Prêmios nos portos são indicados entre 110/140 para janeiro; entre 50/55 para fevereiro.
– Indicações de compra no oeste do estado na faixa de 163,00/164,00. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 167,00/168,00 – dependendo de prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

MILHO – Na CBOT, milho chega ao intervalo desta manhã com leve perda, cotado a U$5,83/março. Ontem, a sessão encerrou com perdas entre 4 e 5 pontos nos principais vencimentos. Mercado internacional com as atenções voltadas para o clima da América do Sul.
– O USDA informou ter inspecionado o embarque de 0,81MT na última semana, ficando abaixo da expectativa do mercado, que era de pelo menos 0,95MT. No acumulado da estação, os embarques somam 10,2MT, contra 12,1MT do mesmo intervalo da temporada anterior.
– No Brasil, os embarques de milho se intensificam nessa reta final de ano. Devido aos baixos preços praticados internamente, câmbio alto e preços internacionais firmes, os negociadores viram o ressurgimento de oportunidades no segmento externo. Em apenas 8 dias úteis de dezembro, as exportações brasileiras de milho somaram 1,15MT. O Line-up de navios indica que o volume deste mês poderá totalizar 3,6MT. Em novembro, foram 2,4MT e em outubro, 1,8MT.
– O plantio da safra de milho verão no Brasil chega a 97,1%, ante 98,9% do mesmo período do ano passado. O plantio está praticamente finalizado na maioria dos estados, exceto em Goiás/DF e Minas Gerais. As informações são da consultoria Safras & Mercado.
– Em outro levantamento, Safras & Mercado informa que a comercialização de milho safrinha 2021, em nível de país, chega a 90,8%, ante 83,9 da mesma época do ano passado. A produção, prejudicada por severas irregularidades climáticas, foi 57,15MT, contra 73,5MT da safrinha anterior. No PR foram produzidas 5,3MT, com comercialização, até aqui, de 85,8%; já, em 2020, a produção no estado foi de 9,97MT e a comercialização estava em 76,3% nesta mesma época.
– Produtores se mantêm recuados devido a irregularidades climáticas e estão no aguardo de uma sólida reação dos preços. O interesse por vendas em bons volumes só aparece a preços bem acima daqueles indicados pelas integradoras. O ambiente de negócios e formador do preço vem mudando em razão de duas variáveis: retomada das exportações e perspectiva de queda da produção da safra de verão.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 87,00/88,00 no oeste do estado; vendedores firmam indicações acima de R$ 90,00. Em Paranaguá, entre R$ 87,00/89,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Opera em baixa neste momento, na faixa de R$ 5,63. Ontem fechou em forte alta, em R$5,674 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).