Comentário de Mercado

DEPOIS DA PAUSA DE FIM DE ANO, ESTAMOS DE VOLTA. VOTOS DE QUE SEJA UM GRANDE ANO PARA TODOS. ESTAMOS PASSANDO POR MOMENTOS CONTURBADOS, MAS, COM CERTEZA, TEMOS A RESILIÊNCIA NECESSÁRIA PARA, COM TRABALHO E DEDICAÇÃO, SUPERAR ESTAS ADVERSIDADES.

SOJA – CBOT opera em queda de 6 cents na CBOT, a U$ 14,04/março, neste momento, manhã de segunda-feira.
– Desde meados de novembro, os ganhos em Chicago chegam a 12%. Este impulso é promovido pela estiagem que assola o Sul do Brasil, o Paraguai e partes da Argentina. As perdas se avolumam; somente no Paraná podem chega a 8,0MT, caindo de 21,0MT, para algo como 13,0MT, segundo o DERAL.
– Nos próximos dias, levantamentos mais apurados devem traçar um quadro mais claro sobre as perdas, incluindo, além do Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Avaliações já disponíveis indicam quebra de cerca de 15,0MT. A produção nacional ficaria entre 130,0/132,0MT, ante 143,0/145,0MT previstos no início da temporada.
– Olhando para frente, as previsões indicam piora do cenário climático para o Rio grande do Sul e para extensas áreas da Argentina.
– Nesta semana, o mercado espera cortes expressivos na produção brasileira no levantamento da Conab, referente a janeiro. O USDA deverá fazer o mesmo com a colheita dos países da América do Sul no relatório de oferta e demanda.
-Internamente, o volume de negócios se mantêm comedido. Os preços ganharam novos patamares, com o aprofundamento das perdas no campo e com a retração das vendas. As indicações de compra subiram entre 7% e 8% desde o período pré-Natal. Preços são indicados entre R$ 177,00/178,00 no oeste do estado e entre R$ 182,00/183,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.
– Prêmios são indicados entre 60/80 no mercado spot e entre 45/55 para embarque fevereiro.
– Avaliações sobre perdas e comportamento do clima seguirão como principais vetores na formação do preço.

MILHO – Na CBOT, milho trabalha com leves perdas, cotada a U$6,05/março. As adversidades climáticas na América do Sul, especialmente no Sul do Brasil, Argentina e Paraguai, têm sido o foco do mercado internacional desde dezembro.
– Desde meados de novembro, a posição março na CBOT subiu mais de 5%. Internamente, o percentual de alta é ainda maior, chega a 12%, se compararmos os preços do final de novembro com o patamar observado atualmente.
– O Deral estima que a produção de milho do Paraná fique em apenas 2,7MT, redução de 34% sobre as 4,2MT previstas inicialmente. Cortes adicionais não estão descartados.
– Outras culturas também sofrem perdas severas, como a soja que tem um corte estimado em 40% no estado e feijão, com previsão de quebra de 39%.
– As atenções, nesta semana, estarão voltadas para os relatórios mensais, tanto do USDA quanto da Conab, que tendem a apontar pesados cortes da produção e redução dos estoques de milho.
– No RS, a EMATER indica que 13% das lavouras de milho já foram colhidas, ante 6% da mesma época do ano passado. As perdas são expressivas e podem chegar a 50%. Em razão da estiagem, o plantio ainda não foi concluído, está em 94%.
Além das perdas, o mercado doméstico assiste ao aumento das exportações em novembro e dezembro. Com dezembro totalizando cerca de 3,3MT, 2021 fechou com embarques de 20,5MT. O volume é bem inferior àquele exportado em 2020, que chegou a 33,4MT, mas está bem acima das projeções que indicavam vendas externas entre 16,0/18,0MT. Isto dificulta ainda mais o abastecimento interno.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 95,00/96,00 no oeste do estado; vendedores seguem bastante recuados, avaliando o cenário e as perdas da safra de verão. Em Paranaguá, entre R$ 88,00/89,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – Depois da queda de sexta-feira, o dólar opera em alta neste momento, na faixa de R$ 5,66. No último pregão, encerrou em R$5,632 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).