Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em leve queda neste momento, manhã de quarta-feira, a U$ 13,81/março. Os investidores seguem ajustando suas carteiras diante da divulgação do relatório de oferta e demanda de janeiro, logo mais à tarde.
– O mercado aguarda certa elevação da produção dos EUA, combinado com aumento dos estoques finais. A situação mundial, no entanto, tende a ter números ajustados para baixo, tanto em produção quanto em estoques, refletindo as perdas já consolidadas no sul do Brasil, Paraguai e Argentina.
– Em relatório separado, o USDA irá divulgar as avaliações de estoques ao final do primeiro trimestre do ano agrícola. Portanto, o relatório trimestral de estoques se refere a primeiro de dezembro. Os investidores esperam estoques de soja mais altos do que na mesma data do ano anterior, 84,6MT, contra 80,2MT.
– Apesar da ansiedade pelo relatório de janeiro, uma vez que dá números finais à safra norte-americana, os participantes, depois de uma rápida análise, voltarão suas atenções para os boletins climáticos na América do Sul, onde as perdas se avolumam dia após dia.
– Ontem a Conab divulgou o relatório de safra referente a janeiro, indicando uma produção de soja de 140,5MT. Esta avaliação caiu em descrédito pelo mercado por ter sofrido um corte de menos de 3,0MT em relação às estimativas iniciais. O mercado avalia que as perdas no sul do Brasil são superiores a 10,0MT, podendo chegar a 15,0MT; portanto, já se fala em safra menor do que as 137,3MT colhidas na última campanha.
– O mercado interno também vive a expectativa pelas avaliações que virão do relatório do USDA. O volume de negócios segue baixo em razão do aprofundamento das perdas no campo e da possibilidade de uma nova arrancada das cotações. Indicações entre R$ 174,00/175,00 no oeste do estado e entre R$ 180,00/181,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.
– Prêmios são indicados entre 60/80 no mercado spot e entre 50/55 para embarque fevereiro.

MILHO – CBOT opera praticamente zerada neste momento, cotada a U$6,00/março. Mercado segue focado no clima da América do Sul e também no relatório mensal de oferta e demanda, que será divulgado hoje à tarde, pelo USDA.
– Analistas esperam um ligeiro aumento na produção norte-americana, para 382,75MT. Os estoques finais são esperados em leve queda, de 37,94MT para 37,72MT.
– Os estoques mundiais também devem sofre cortes; são esperados em 304,0MT, ante 305,54MT estimados em dezembro.
– Na Argentina, o ministro da agricultura manifestou sérias preocupações com a estiagem. A exemplo do que ocorre no sul do Brasil, algumas regiões estão sofrendo perdas acentuadas; além do tempo seco, as temperaturas chegam a 42ºC. Contudo, os danos reais só poderão ser avaliados com precisão daqui a alguns dias.
– De acordo com a ANEC, as exportações brasileiras de milho seguem aceleradas e devem alcançar mais de 2,5MT em janeiro, ante 2,16MT de janeiro do ano anterior.
– Em relatório divulgado ontem, referente a janeiro, a Conab avaliou a produção brasileira de milho, safra 2021/22, em 112,9MT, corte de menos de 4% sobre as 117,2MT estimadas anteriormente. A safra de verão é prevista em 24,8MTe a de inverno, em 86,3MT.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 95,00/96,00 no oeste do estado; vendedores seguem bastante recuados, avaliando o cenário e as perdas da safra de verão. Em Paranaguá, entre R$ 88,00/90,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – O dólar opera em alta neste momento, a R$ 5,60. Ontem, encerrou em R$5,577 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).