Comentário de Mercado

SOJA – CBOT chega ao intervalo desta manhã de quarta-feira com alta de 17 cents, a U$ 13,78/março, buscando recuperar-se das recentes perdas. Sinais positivos da demanda e quebra da safra sul-americana dão suporte aos preços.
– Por outro lado, as recentes chuvas em partes do sul do Brasil e em extensas áreas de cultivo da Argentina sugerem certo limite para os ganhos. As perdas, porém, são irreversíveis; podem, no entanto, ser estancadas nas áreas de cultivo mais tardio.
– O USDA, por meio do seu Serviço Internacional de Agricultura, revisou esta semana as estimativas para a safra brasileira. O novo quadro prevê produção de 136,0MT, com exportações de 88,0MT. No relatório de oferta e demanda de janeiro, o USDA previa colheita de 139,0MT e exportações de 94,0MT.
– O USDA informou ter inspecionado o embarque de 1,72MT de soja na última semana, elevando o total da temporada para 33,5MT, ante 43,5MT do mesmo intervalo do ano anterior.
– As exportações brasileiras de soja, em janeiro, devem chegar a 4,3MT, prevê a ANEC. Em dezembro foram 2,5MT.
– O mercado interno segue bastante travado, mesmo diante de certa melhora do nível de preços. O recuo dos produtores é justificado pelo aprofundamento das perdas no campo e pelas expectativas de preços em alta, sobretudo diante da possibilidade de aperto no quadro de oferta e demanda. Avaliações mais realistas das quebras na América do Sul devem chegar ao mercado na medida em que novos levantamentos forem realizados.
– Indicações entre R$ 174,00/175,00 no oeste do estado e entre R$ 178,00/179,00 em Ponta Grossa – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque. Prêmios são negociados entre 55/65 para embarque em fevereiro.

MILHO – CBOT opera em alta de 5 cents, cotada a U$6,05/março. Ontem, mercado fechou com 3 pontos positivos, pesando mais o lado altista, mesmo diante de informações em direções opostas. De um lado, os preços recebem suporte da boa demanda pelo produto norte-americano e pelas perdas já consolidadas na América do Sul; por outro, pesa negativamente, a ocorrência de chuvas em regiões do Sul do Brasil e da Argentina.
– As inspeções de embarque de milho norte-americano ficaram em 1,2MT na última semana – informa o USDA. O mercado 1,0MT. No acumulado do ano, iniciado em 1º de setembro, o volume chega a 15,3MT, ante 17,5MT do mesmo intervalo na safra passada.
– De acordo com a ANEC, apesar da escassez interna, o Brasil deverá exportar 2,7MT de milho neste mês de janeiro, ante 2,26MT de janeira do ano passado. Em dezembro/21, foram exportadas 3,32MT.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 97,00/97,50 no oeste do estado; vendedores seguem bastante recuados, avaliando o cenário e as perdas da safra de verão. Em Paranaguá, entre R$ 88,00/90,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – O dólar opera em queda neste momento, a R$ 5,52. Ontem, encerrou em R$5,561 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).