Comentário de Mercado

SOJA – Os contratos negociados com soja na CBOT operam em estabilidade neste momento, manhã de quinta-feira, a U$ 14,40/março, depois da forte arrancada vivida na sessão anterior, quando os principais vencimentos registraram alta de mais de 30 pontos. Logo pela manhã os preços chegaram a registrar alta entre 8 e 9 cents.
– Aos poucos, o mercado internacional vai tomando conhecimento sobre a real dimensão da quebra de safra na América do Sul, que, na somatória entre o Sul do Brasil, Argentina e Paraguai, pode chegar a 30,0MT.
– As últimas estimativas oficiais da Conab e do USDA mostraram cortes muito tímidos na produção brasileira. Os relatórios de fevereiro tendem a mostrar estimativas mais condizentes com a realidade. A temporada pode terminar com estoques finais mundiais abaixo de 80,0MT, um suporte e tanto para os preços.
– Além das questões climáticas, o mercado se vê suportado pela alta do petróleo (que caminha firme para chegar aos U$ 100,00 neste ano) e pela manutenção dos juros dos EUA em níveis extremamente baixos, contradizendo certa expectativa de alta que era nutrida pelos investidores. Dólar mais fraco favorece a demanda internacional.
– O mercado brasileiro segue lento; porém, com preços em alta em todas as regiões. A retração dos produtores é justificada pela dimensão das perdas no campo, pela preocupação com a entrega dos contratos negociados antecipadamente e pelas expectativas de que os preços sigam galgando novos patamares, na medida em que o mercado internacional tome ciência do tamanho da quebra na América do Sul.
– Indicações entre R$ 180,00/181,00 no oeste do estado e entre R$ 184,00/185,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque. Prêmios são negociados entre 75/95 no mercado spot.

MILHO – A CBOT opera em leve queda de 4 cents neste momento, manhã de quinta-feira, cotada a U$6,23/março; ontem, fechou com ganhos entre 5 e 7 pontos na maioria das posições.
– Mercado do milho oscila entre informações contraditórias. De um lado, é suportado pela alta do petróleo e quebra na América do Sul e, de outro, pressionado pela demanda mais fraca de milho para produção de etanol nos EUA, que apresentou redução de 1,7% no comparativo semanal.
– De acordo com a consultoria AgRural, o plantio de milho safrinha, em nível de Brasil, chega a 5%. Enquanto isto, o IMEA informa que no MT os trabalhos alcançam 9,7%, ante 1% do mesmo período no ano anterior e 6,4% de média histórica.
– Dados do DERAL apontam que o plantio de milho safrinha no PR chega a 5% da área. Muitas regiões ainda esperam por chuvas mais consistentes para iniciar a semeadura. Relatos de produtores indicam que, na região oeste do estado, o plantio já avança para 15 a 20%.
– Relatos também indicam que os índices de produtividade do milho verão no Oeste/PR estão girando entre 80/90 sacas por hectare, o que representa quebra de 50% em relação às projeções iniciais.
– Indicações de compra são sugeridas na faixa entre R$ 98,00/98,50 no oeste do estado; vendedores seguem bastante recuados, avaliando o cenário e as perdas da safra de verão; em Paranaguá, entre R$ 88,00/90,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – O dólar opera em queda neste momento, a R$ 5,39. Ontem, encerrou em R$ 5,442 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).