Comentário de Mercado

SOJA – Os contratos futuros negociados com soja em Chicago voltam a operar em alta, mais 17 cents, a U$ 14,87/março, nesta manhã de segunda-feira, dando sequência aos fortes ganhos registrados na semana passada, que colocam o mercado próximo de U$ 15,00 por bushel, no melhor patamar desde junho do ano passado. Esta é a quinta sessão com operações positivas, com ganhos de 85 cents desde terça-feira da semana passada.
– A sustentação dos preços é promovida pela intensidade da quebra da safra Sul-Americana. Novas avaliações devem chegar ao mercado nos primeiros dias de fevereiro e trarão um quadro mais realista da situação. Tudo indica que as perdas no Brasil podem ultrapassar 20,0MT e na Argentina e Paraguai, pelo menos mais 10,0MT.
– Com a oferta substancialmente mais reduzida, os estoques finais do mundo podem cair para níveis próximos a 70,0MT, o volume mais baixo desde a temporada 2013/14. Porém, se a observação for feita sobre quantos dias de consumo estes estoques representam, então teremos a pior relação desde a temporada 1999/00; ou seja, os estoques finais (ou iniciais da próxima temporada) representam menos de 20% do consumo do ano.
– A colheita da safra brasileira chega a 11,3%, ante 1,4% da mesma época do ano passado e 5,5% de média histórica. Mato Grosso tem os trabalhos já concluídos em 31%; Paraná, em 13%; Mato Grosso do Sul, em 7% e Goiás, em 3,5%. O levantamento é da consultoria Safras & Mercado e se refere à última sexta-feira.
– O mercado brasileiro se mantém lento, com preços em franca ascensão em todas as regiões. A retração dos produtores é justificada pela dimensão das perdas no campo, pela preocupação com a entrega dos contratos negociados antecipadamente e pelas expectativas de que o mercado siga galgando novos patamares. Preços em níveis ainda mais altos são bem prováveis, na medida em que o mercado internacional vá tomando ciência do tamanho da quebra na América do Sul.
– Indicações entre R$ 183,00/184,00 no oeste do estado e entre R$ 187,00/188,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque. Prêmios são negociados entre 85/100 no mercado spot.

MILHO – CBOT opera em alta de 2 a 5 pontos nos vencimentos mais próximos, cotada a U$6,38/março. O último pregão encerrou com alta de 10 pontos; os ganhos na semana foram chegaram a 3,2%.
– Mesmo com a ocorrência de chuvas, as perdas estão consolidadas e podem chegar a algo entre 5,0 MT e 6,0MT no sul do Brasil; na Argentina as perdas também se avolumam. Além disto, o mercado do milho segue sustentado pela alta do petróleo; pelo aumento do consumo para a produção de etanol nos EUA, e pela boa demanda no mercado internacional.
– Mercado segue processando as perdas de produtividade. Os produtores sul-americanos vêm presenciando in loco a situação dramática vivida no campo, enquanto o mercado internacional avalia a dimensão real dos prejuízos.
– Com a queda dos estoques mundiais, os produtores norte-americanos tendem a aumentar a área da oleaginosa, em detrimento do plantio de milho. A tendência é que haja uma intensa briga por área, com reflexo positivo para os preços.
– De acordo com a agência Safras & Mercado, o custo de importação de milho se mantém bastante elevado, na faixa entre R$104,00/105,00, mais frete interno.
– De acordo com IMEA, o plantio de milho safrinha no MT chega a 26,7%. Na semana anterior, o percentual era de 9,71%, evidenciando o forte ritmo dos trabalhos.
– Indicações de compra se mostram relativamente acomodadas, sugeridas na faixa entre R$ 96,00/98,00 no oeste do estado; vendedores seguem bastante recuados, avaliando o cenário e as perdas da safra de verão; porém, depois das altas recentes, o nível de preços chegou ao topo para este momento. Em Paranaguá, entre R$ 89,00/90,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – O dólar opera em leve queda neste momento, a R$ 5,37. Na última sessão, encerrou em R$ 5,390 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).