Comentário de Mercado

SOJA – Contratos negociados com soja na CBOT operam em ligeira queda neste momento, manhã de terça-feira, a U$ 14,87/marco, depois de registrar ganhos superiores a 20 cents na jornada anterior.
– A sustentação dos preços segue postada na crescente perda de produção do Sul do Brasil, Argentina e Paraguai. Na medida em que a situação foi se agravando e os relatos foram chegando ao mercado internacional, os preços foram ganhando força.
– Os preços na CBOT fecharam janeiro com alta de 11,5%; metade destes ganhos foram observados nas últimas cinco sessões do mês. O mercado chega ao melhor patamar desde junho e se aproxima dos U$ 15,00/bushel.
– Os participantes estão ansiosos para conhecer a dimensão dos cortes que o USDA irá promover na produção sul-americana, nos estoques dos EUA e, sobretudo, nos estoques mundiais, no relatório de oferta e demanda de fevereiro, que será apresentado na quarta-feira da semana que vem. Haverá muita preocupação pré-relatório, com ajustes de carteiras, pois o impacto dos números, ao consolidar uma drástica redução da oferta global, não será nada desprezível para o futuro dos preços.
– O USDA informou que os embarques de soja totalizaram 1,41MT na última semana. Na temporada, o volume alcança 36,3MT, ante 47,5MT do mesmo intervalo do ciclo passado.
– O mercado brasileiro iniciou a semana com expectativas de novas altas; porém, apesar dos fortes ganhos externos, a queda acentuada da taxa de câmbio, superior a 1,5%, inibiu a formação positiva dos preços. De maneira geral, observa-se lentidão nos negócios. Tal retração é justificada pela dimensão das perdas no campo, pela preocupação com a entrega dos contratos negociados antecipadamente e pelas expectativas de que o mercado siga galgando novos patamares.
– Indicações entre R$ 182,00/182,50 no oeste do estado e entre R$ 184,00/185,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque. Prêmios são negociados entre 85/100 no mercado spot.

MILHO – CBOT opera estável, cotada a U$6,26/março. Ontem, o pregão encerrou com queda de 10 pontos, pressionado pela ausência de negócios de milho e trigo norte-americano nos últimos dias. De qualquer maneira, a posição março teve alta de 5,5% no mês de janeiro.
– O USDA informou ter inspecionado o embarque de 1,04MT de milho na semana anterior, ficando abaixo do esperado. No acumulado da temporada, o volume chega a 17,5MT, ante 20,0MT do mesmo período do ciclo passado.
– De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a colheita brasileira de milho verão atinge 20,5%, ante 14,4% da mesma época do ano prévio e média de 8,8%. Por estado, os trabalhos de campo chegam a: 49,8% no Rio Grande do Sul, 32,3% em Santa Catarina, 4,9% no Paraná e 3,5% em São Paulo. Os trabalhos não foram iniciados nos demais estados.
– Ainda, segundo Safras & Mercado, o plantio de milho safrinha alcança 11,1% na região Centro-Sul, ante 3% da mesma data no ano anterior e média de 7,1%. No Mato Grosso o plantio chega a 19,8%; no Paraná, 9,4%; no Mato Grosso do Sul, 6,2% e em Goiás, 0,2%. Nos demais estados a semeadura ainda não foi iniciada.
– Indicações de compra se mostram relativamente acomodadas, sugeridas na faixa entre R$ 96,00/97,00 no oeste do estado; vendedores seguem bastante recuados, avaliando o cenário e as perdas da safra de verão; porém, depois das recentes altas, os preços parecem ter chegado a um topo para este momento e encontram muita resistência para avançar. Em Paranaguá, entre R$ 88,00/90,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – O dólar opera em leve queda neste momento, a R$ 5,28. Na última sessão, encerrou em R$ 5,307 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).