Comentário de Mercado

SOJA – Os contratos negociados com soja em Chicago seguem em alta nesta manhã de quarta-feira, com mais de 30 cents/bu, a U$ 15,60/março. Pela sétima sessão seguida o mercado opera com ganhos, o que representa uma arrancada de 11%.
– O mercado internacional continua recebendo informações sobre a intensificação das perdas por estiagem no Sul do Brasil, Argentina e Paraguai. Enquanto isto, em estados centrais e norte do Brasil, o excesso de chuvas interfere no ritmo da colheita.
– O mercado reage à perspectiva de forte redução da oferta sul-americana, combinado com aumento da demanda pelos já escassos estoques norte-americanos.
– Mesmo com a forte alta em Chicago, os prêmios nos portos brasileiros ganharam forte impulso. Isto reflete a persistente retração do produtor brasileiro, que vê perdas cada vez maiores no campo, mantém seu foco na entrega dos contratos negociados antecipadamente e vive a expectativa de preços ainda mais altos no decorrer.
– Indicações de compra entre R$ 188,00/190,000 no oeste do estado e entre R$ 193,00/194,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera em alta de 4 a 5 pontos, cotada a U$6,39/março, nesta manhã. Ontem, o pregão encerrou com ganhos entre 8 e 9 pontos nos principais vencimentos. O cenário internacional está totalmente voltado para os problemas climáticos da América do Sul e, aos poucos, vai absorvendo informações sobre a dimensão das perdas. Petróleo em alta e dólar mais comedido também ajudam na formação do preço.
– As exportações brasileiras de milho totalizaram 2,82MT em janeiro – informa a Secex. No ano agrícola, fevereiro/21 a janeiro/22, o país exportou 21,0MT, contra 35,5MT do ciclo anterior. Mesmo com a intensidade das perdas da segunda safra, as exportações ficaram bem acima das expectativas, que apontavam entre 16,0MT e 17,0MT.
– De acordo com o DERAL, a colheita de milho verão no Paraná chega a 14%. A condição das lavouras vem melhorando devido às recentes chuvas, e se encontram: 39% boas, 37% regulares e 24% ruins. Os estágios são: 1% em crescimento vegetativo, 5% em floração, 44% em frutificação e 50% em maturação. A estimativa de produção é de 2,76MT, abaixo das 3,11MT da safra verão do ano passado e cerca de 40% abaixo das estimativas iniciais.
– Ainda segundo o DERAL, o plantio de milho safrinha no estado atinge 10% e deve ter um aumento de 2% de área em relação à safrinha anterior. A estimativa de produção é de 15,2MT, aumento expressivo em relação à última colheita de inverno, que ficou em 5,73MT.
– Indicações de compra se mostram relativamente acomodadas, sugeridas na faixa entre R$ 97,00/98,00 no oeste do estado; vendedores seguem bastante recuados, avaliando o cenário e as perdas da safra de verão; porém, depois das recentes altas, os preços parecem ter chegado a um topo para este momento e encontram muita resistência para avançar. Em Paranaguá, entre R$ 89,00/90,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – O dólar opera em leve alta, neste momento, a R$ 5,28. Ontem, encerrou em R$ 5,274 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).