Comentário de Mercado

SOJA – Depois de sete sessões em alta e ganhos superiores a 10%, os contratos negociados com soja em Chicago operam em queda de 13 cents, a U$ 15,30/março neste momento, manhã de quinta-feira.
– De qualquer maneira, os fundamentos seguem ativos, notadamente em razão das acentuadas perdas na produção da América do Sul. Certo ajuste nos preços é apenas uma etapa para retomada de fôlego; fundos e investidores buscam, nas operações de venda, realizar as vantagens obtidas até agora.
– Nos portos brasileiros, os prêmios seguem firmes, cotados entre 140/160 no mercado spot e entre 120/135 para março. Isto reflete a persistente retração do produtor, que vê perdas cada vez maiores no campo, mantém seu foco na entrega dos contratos negociados antecipadamente e vive a expectativa de preços ainda mais altos nas próximas semanas.
– Indicações de compra entre R$ 189,00/190,000 no oeste do estado e entre R$ 194,00/195,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera em queda de 5 a 6 pontos, cotada a U$6,16/março, neste momento. Ontem, o pregão encerrou com perdas entre 10 e 12 pontos nos principais vencimentos. O recuo é atribuído à queda no pit do trigo, clima favorável nos EUA para início da temporada e perdas no petróleo. Fundos e investidores também atuam momentaneamente de forma mais acentuada na ponta vendedora depois de um longo período voltados para compras.
– Na Argentina, após as recentes chuvas, houve melhora na qualidade das lavouras de milho. A categoria bom/excelente passou para 32%, na semana anterior estava em 22%. O levantamento é da Bolsa de Cerais de Buenos Aires.
– Apesar da quebra na América do Sul e da alta internacional, os preços internos mostraram forte vigor e subiram a até certo patamar e agora encontram resistência para avançar; em algumas regiões, observa-se, inclusive, certa queda dos preços. De maneira geral, o mercado está mais ofertado nos últimos dias. Este incremento na oferta ocorre, sobretudo, pela necessidade de liberar espaço nos silos, mas, também, sempre existe a urgência de repor o caixa.
– Outro fator considerado é a tendência de acentuada redução das exportações de milho em fevereiro. Isto ocorre, sobretudo, devido à logística se voltar para a soja, mas, também, porque a paridade internacional voltou a ficar abaixo dos preços internos na maioria das regiões. Segundo a ANEC, a estimativa de exportação de milho em fevereiro é de 0,44MT, ante 2,82MT embarcadas em janeiro.
– Indicações de compra na faixa entre R$ 96,50/97,50 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 89,00/90,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – O dólar opera em alta, neste momento, a R$ 5,30. Ontem, encerrou em R$ 5,276 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).