Comentário de Mercado

SOJA – Os contratos negociados com soja em Chicago, voltam a opera em alta nesta segunda-feira, mais 23 cents, a U$ 15,77/março, caminhando em direção aos U$ 16,00. Na última semana, os ganhos ultrapassaram 4% e nos últimos 15 dias, foram mais de 12%.
– O mercado segue impulsionado pela expressiva quebra da safra sul-americana, que pode reduzir a produção global em até 35,0MT, incluindo perdas no Sul do Brasil, Argentina e Paraguai.
– Continuidade da boa demanda, notadamente por parte da China, e alta do petróleo dão mais fôlego aos preços.
– O mercado também busca posicionar-se frente ao relatório mensal de oferta e demanda de fevereiro, que será apresentado pelo USDA nesta quarta-feira. Os participantes aguardam um novo e acentuado corte na produção do Cone Sul. A colheita do Brasil é esperada em 133,0MT, ante 139,00 do relatório de janeiro e 138,0MT do ano passado. Enquanto isto, a safra da Argentina é aguardada em 44,2MT, ante 46,5MT do mês passado e 46,2MT da campanha anterior.
– Ao mesmo tempo, os estoques finais seguem pelo mesmo caminho e vão sofrer novos e acentuados cortes.
– A colheita da safra brasileira de soja chega a 17,1%, ante 3,4% da mesma data do ano passado e 10,3% de média histórica. O levantamento é da consultoria Safras & Mercado. No MT, os trabalhos estão concluídos em 46%; no PR, 17%; no MS e em Go, 10%; na BA, 5% e em MG, 4%.
– Prêmios seguem firmes nos portos brasileiros, cotados entre 145/170 no mercado spot e entre 130/155 para março. Isto reflete a persistente retração do produtor, que vê perdas crescentes e consolidadas no campo; além disto, o produtor se mantém focado na entrega dos contratos negociados antecipadamente e vive a expectativa de preços ainda mais altos nas próximas semanas.
– Indicações de compra entre R$ 194,00/195,00 no oeste do estado e entre R$ 200,00/201,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.

MILHO – CBOT opera em alta de 10 a 11 pontos, cotada a U$6,31/março, neste momento. A última sessão encerrou com ganhos entre 3 e 6 pontos nos principais vencimentos. Mercado é impulsionado por mais relatos de baixa produtividade na América do Sul, à medida que a colheita avança.
– Além disto, as informações do Crop Tour pelos campos da Argentina também indicam perdas acentuadas por lá. Soma-se a isto, as crescentes tensões na Ucrânia, que podem restringir o comércio internacional de trigo e milho.
– O mercado também busca posicionar-se para o relatório mensal de oferta e demanda e espera cortes na produção de Brasil e Argentina. Consequentemente, as estimativas paras os estoques finais globais tendem a sofrer novas reduções.
– Na Argentina, o Crop Tour, liderado pelo Grupo Laboro, estima que as perdas na Província de Santa Fé podem ficar entre 40% e 60%. Foram observadas áreas que, pelo estágio, podem ser beneficiadas pelas recentes chuvas. O tour segue ao longo desta semana.
– De acordo com o IMEA, o plantio de milho safrinha atinge 41,9% no Mato Grosso. Na semana anterior, o percentual era de 26,7%, e, em período equivalente no ano passado, 8,23%.
– Indicações de compra na faixa entre R$ 96,50/97,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 88,00/89,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.
CÂMBIO – O dólar opera em baixa, neste momento, a R$ 5,30. O último pregão fechou em R$ 5,324 (Granoeste Corretora: Camilo / Stephan).